Mundo de ficçãoIniciar sessãoEm uma noite marcada por luxo, apostas altas e segredos perigosos, uma jovem misteriosa vê seu destino mudar de forma irreversível. Após ser usada como moeda em uma mesa de jogo clandestina, ela é “arrematada” por um temido chefão da máfia — um homem conhecido tanto por sua frieza quanto por sua influência implacável. Levado por interesses que vão além do dinheiro, ele decide mantê-la sob sua proteção, despertando nela um misto de medo, revolta e curiosidade. À medida que a convivência forçada se transforma em um jogo psicológico intenso, verdades do passado começam a emergir, revelando que o encontro entre os dois pode não ter sido obra do acaso. Entre perigos, traições e uma tensão crescente, ela precisará descobrir se está presa a um destino cruel… ou se pode virar o jogo e assumir o controle da própria história.
Ler maisRomana
Sou acordada no meio da noite pela a minha mãe, no começo eu fico meia atordoada, dou uma olhada no relógio e vejo que ainda são três e meia da manhã. Então eu vejo a minha mãe chorando e já imagino que deve ser alguma coisa relacionada ao meu pai, pois desde quando ele se viciou em jogo que tem acontecido muitos problemas na minha família, inclusive o fato de estarmos completamente falidos. — Filha o seu pai ainda não chegou. - ela diz preocupada. — E se ele contraiu alguma dívida de jogo com mais alguém perigoso e.... - ela não consegue terminar e volta a chorar e eu a abraço. No mês passado o meu pai quase foi assassinado, ele apanhou tanto de uma galera barra pesada a quem ele devia grana que foi até parar no hospital, e desde então a minha mãe está uma pilha de nervos, pois nós já perdemos tudo para o seu vício e agora moramos de aluguel, estamos sobrevivendo por causa do novo emprego de cabeleireira da minha mãe. — Calma mãe! Deixa que eu vou atrás dele, com certeza ele deve estar naquela posilga de cassino clandestino. - eu digo e ela enxuga as lágrimas. — Vê se traz ele pra casa filha por favor. - ele pede e eu visto o meu conjunto moleton laranja e saio em direção a espelunca que com certeza o meu pai está. Sempre que ele some é lá que eu o encontro. Um salão de jogos clandestino nos fundo de um restaurante de fachada. E dito e feito. Assim que chego naquele lugar imundo encontro já o meu pai sentado em uma mesa de jogo, com o rosto enterrado entre as mãos, é certo que dessa vez ele perdeu uma quantia grande, mas o pior de tudo é que não temos mais nada, não sei o que será dele agora. — Pai! O que é isto? Eu vim buscar você. - falei pra ele e assim que ele me percebe ali começa a chorar, o que me deixa bastante assustada, pois eu nunca o vi assim. — Filha eu sinto muito. - ele diz desolado. E seus companheiros riem, a mesa está composta por mais três indivíduos, um deles eu sei que é o Dorian, o irmão mais velho da Gaby que já deve ter pelo menos uns trinta anos. — Pai o que aconteceu? O que você fez? - pergunto com medo da resposta. — Ele apostou você! E perdeu para mim. - Dorian diz e os outros homens dão risada, percebo que eles me olham de cima abaixo com expressão de desejo, o que me faz sentir calafrios. — O que isso quer dizer? - pergunto sem entender. — Você quer que eu trabalhe para você? Assim que pergunto isso todos começam a gargalhar, menos o meu pai que me olha com uma expressão triste. — O seu pai apostou você pois não tinha mais nada para barganhar, e agora você será minha durante um mês todas as noites. - ele diz com a voz cheia de desejo. — E vamos começar isso agora, me siga até o banheiro. O cara diz e se levanta, eu olho desesperado para o meu pai. — Pai faz alguma coisa, me diz que isso não é verdade. - eu suplico pra ele. — Me perdoa filha. - ele diz e novamente enterra a cabeça nas mãos e começa a chorar. — Garota é melhor você fazer o que o Tukov pediu, a família dele é poderosa, eles podem matar o seu pai. - um dos homens que está na mesa diz sem disfarçar o olhar desejoso que ele me lança. — Todos nós aqui entramos no jogo loucos pra vencer, pena que o Dorian ganhou. - o outro homem que está na mesa diz também parecendo querer me comer com os olhos, esse é velho é bem nojento. Eu engulo em seco e olho na direção do banheiro, Dorian está parado me olhando. Então eu respiro fundo e aceito o meu destino. Assim que entro no banheiro escuto o trinco da porta se trancando atrás de mim. — Vamos só dar um tempo e depois você vai embora. - ele diz pegando um cigarro do bolso e acendendo. — Por quê? - pergunto sem entender o motivo. — Você não ganhou a aposta? — Você é muito gostosa menina. - ele diz e quando eu viro pra ele percebo que ele está mordendo o lábio; seus olhos queimam de desejo. — Me diz quantos anos você tem? — Dezoito. - relatei e assim que falei isso seus olhos se arregalaram e ele lançou um sorriso sacana nos lábios que me fez arrepiar de cima a baixo, todas as meninas da escola acham o irmão da Gaby um gato incluindo a mim. — Você quer? - ele pergunta se aproximando devagar. — Senão quiser saia correndo daqui agora, ou caso contrário não irei me segurar. Falou me olhando intensamente nos olhos me deixando totalmente sem fôlego, e eu não disse nada pra ele; mas de maneira alguma eu saí de onde eu estava. Então ele segurou forte no meu cabelo e tomou meus lábios de maneira intensa. Ele enterrou a língua na minha e começou a chupar, suas mãos passeavam por todo o meu corpo até que parou na minha bunda, ele começou a me apertar com força contra ele e me esfregava sem parar contra o seu pau que já estava duro como pedra, o que fez a minha intimidade pulsar. — Ótimo! Maior de idade. - ele diz com a voz rouca assim que se separa dos meus lábios. Ele me vira de frente para a enorme pia e eu me olho no espelho estou com o rosto todo vermelho. — Você é linda toda coradinha assim, sempre quis fazer isso toda vez que você ia visitar o Gaby e eu estava por lá. Fala baixinho na minha orelha e começa a mordiscar e chupar a mesma me fazendo arrepiar todo o corpo. Ele puxa a minha calça moleton fazendo a mesma descer junto com a calcinha e puxa a minha bunda pra ele, e logo eu sinto dois dedos sendo introduzidos dentro de mim. — Você é apertadinha como eu pensei. - ele fica deslizando os dedos dentro de mim. — Ah caralho eu tô louco de vontade de me enterrar em você. Eu olho a sua expressão pelo o espelho, ele está com os olhos fechados e mordendo muito os lábios o cara está completamente doido, eu nunca imaginei que o irmão advogado da minha melhor amiga tivesse esse tipo de desejo por mim, até onde eu sei ele é até noivo de uma mulher bem rica. Mas quer saber foda-se, se eu tenho que pagar a dívida do meu pai que seja logo então. — Faça logo o que você quer fazer, vai com tudo. - digo pra ele e vejo a sua expressão de surpresa. Mas logo ele cospe no próprio pau e começa a meter em mim. No começo ele entra devagar e eu sinto o desconforto, mas aí o cara começar a fazer carinho no meu pontinho sensível de um jeito tão insano que não sei como, mas eu relaxo e quando percebo ele já está todo dentro de mim e me estocando sem parar. — Aaah que apertada, apertadinha do caralho! Aaahhhh! - ele diz com os olhos fechados, o rosto tomado de tesão. Ele segura meus quadris com força me fazendo empinar pra ele. Enquanto ele mete em mim até o talo. E Eu não sei dizer o que realmente sinto no momento, só sei que está muito gostoso. — Gostoso! Você é uma delícia Romana! - ele diz entredentes, o cara está completamente louco. — Ahh eu vou enlouquecer com essa sua bucetinha apertadinha, esfolando o meu pau desse jeito aaahhhh caralhooooo. Ele me aperta, me estoca com força, me morde, e fica falando sacanagens no meu ouvido, e não sei como mas ele me deixa excitada, acho que é o calor do momento, mas eu começo a gemer. O Tukov levanta a minha perna direita e a apoia na pia, me deixando totalmente aberta pra ele. E continua com as suas loucas estocadas. Ele massageia meu clítoris, e agora sim ele consegue me deixar doida, eu fecho os olhos e começo a respirar pesado, mordo os lábios pra controlar o tesão, depois ele sabe trabalhar bem com os dedos. Eu apoio minhas mãos no espelho com tanta força que tenho medo que ele quebre. Ele começa a meter com mais rapidez e força na mesma velocidade que me masturba e eu sinto o meu corpo ser tomado por uma onda louca de adrenalina, e de repente eu explodo gozando. — Vou gozar! Aahhhh! - ele avisa e eu sinto os seus jatos quentes serem lançados em um lado na minha bunda, depois da um tapa no outro lado. Depois sobe a calça com o sorriso mais largo do mundo. Ele me vira pra ele e me dá outro beijo de língua. Depois diz: — Me aguarde! Amanhã a noite eu vou te procurar de novo. - e depois sai do banheiro me deixando completamente ofegante. Eu vou até uma das cabine e pego um papel higiênico, me limpo do jeito que dá e me visto. Saio do banheiro e meu pai está na porta me esperando. — Filha eu... — Não diz nada pai, só vamos pra casa, e vê se não fala nada disso para a minha mãe. - falei e me dirigi a saída dali o mais rápido que eu pude.Dorian Eu conseguia sentir a tensão no momento em que desci do carro preto blindado e meus sapatos afundaram na terra seca do sítio. O lugar era afastado da cidade, cercado por mata e silêncio, escolhido exatamente por ser neutro. Nenhuma das famílias pisaria em território inimigo. Mas neutralidade era só uma palavra bonita. Porque ali não existia paz. Só homens armados esperando o primeiro erro. Meus olhos percorreram o local enquanto Marcus caminhava ao meu lado. Os homens dos Vasconcelos estavam espalhados em posições estratégicas, rifles escondidos entre as árvores, pistolas na cintura, dedos próximos demais dos gatilhos. Do outro lado estavam os Hamura. Mais numerosos. Mais irritados. E famintos por sangue. Eu reconheci o pai da Clara no instante em que ele saiu da varanda principal da casa do sítio. O velho parecia dez anos mais envelhecido desde a morte dela. Os olhos estavam vermelhos, cheios de ódio puro. Ódio por mim. E honestamente? Eu não dava a
Romana Eu nunca pensei que o cheiro de hospital pudesse parecer tão leve um dia. Mas naquela manhã, enquanto o médico terminava de explicar os cuidados da minha recuperação e dizia que eu finalmente podia ir para casa, senti como se um peso enorme tivesse saído do meu peito. Eu ainda estava fraca, meu corpo doía, minha cabeça parecia pesada… mas eu estava viva. E, pela primeira vez em muito tempo, feliz. — Nada de esforço, senhorita Romana — o médico avisou mais uma vez. — Muito repouso. Assenti com um sorriso pequeno. Assim que ele saiu do quarto, ouvi passos apressados no corredor e, segundos depois, a porta se abriu. Dorian. Atrás dele vinha Gaby, segurando algumas sacolas e sorrindo daquele jeito divertido que ela sempre fazia quando tentava esconder preocupação. Mas eu mal consegui olhar para ela. Meus olhos travaram nele. Dorian caminhou até minha cama como se o resto do mundo desaparecesse ao redor. Os olhos escuros estavam cansados, fundos, marcados por
O silêncio dentro do escritório do meu pai parecia vivo. Pesado. Doentio. Como se as paredes soubessem que alguma coisa irreversível estava prestes a acontecer. Assim que atravessei a porta dupla de madeira escura, senti o clima sufocante esmagar meus pulmões. Os homens espalhados pelo escritório ficaram em silêncio absoluto quando me viram entrar. Ninguém ousava dizer uma palavra. Alguns desviaram os olhos. Outros me encaravam como se eu fosse uma bomba prestes a explodir. Talvez eu fosse mesmo. Fechei a porta atrás de mim devagar. O som seco da madeira ecoou como um tiro. Meu pai estava atrás da mesa. Marcus Vasconcelos sempre foi um homem impossível de intimidar. O tipo de homem que pisaria num campo de cadáveres sem alterar a própria respiração. Frio. Calculista. Implacável. Mas naquela noite… Ele parecia destruído. Os olhos vermelhos de raiva. As mãos pressionadas contra a mesa com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. E quando ele falou…
Gaby Eu nunca tinha sentido tanta vergonha de mim mesma. O corredor do hospital parecia apertado demais enquanto eu caminhava até o quarto de Romana. Cada passo fazia minha consciência pesar mais. As palavras que eu tinha jogado nela no cursinho ecoavam na minha cabeça como facadas. Sugar baby. Meu Deus. Como eu pude dizer aquilo? Eu sabia. No fundo, sempre soube. Bastava olhar para os dois por cinco segundos para perceber que aquilo não era interesse. Não era jogo. Não era diversão. Eles se amavam de verdade. E eu destruí minha amiga em público porque estava com raiva do meu irmão… e assustada com tudo que estava acontecendo. Quando entrei no quarto, senti meu coração se partir. Romana estava sentada na cama, abraçada a si mesma. Os olhos inchados, o rosto completamente destruído pelo choro. Dorian tinha acabado de sair para resolver alguma coisa com os médicos, então ela estava sozinha. Ela levantou os olhos devagar quando me viu. E mesmo depois de tudo…





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