Mundo de ficçãoIniciar sessãoLara vive nas sombras da Valente Tower, a imponente fortaleza de vidro que molda o horizonte de São Paulo. Seu trabalho como faxineira noturna é invisível, exaustivo, e a única forma de sobreviver na metrópole implacável. Mas uma noite, a tentação de um banho de luxo no banheiro privativo do temido CEO, Arthur Valente, transforma sua rotina em um pesadelo... e um paraíso proibido. Arthur Valente não é apenas o homem mais poderoso da cidade; ele é a própria personificação do controle, do desejo e de uma escuridão que Lara nunca soube que almejava. Pego de surpresa, ele não a demite. Em vez disso, a intrusa em sua suíte se torna sua obsessão. Com um olhar predatório e uma proposta irrecusável, Arthur a arrasta para um mundo de opulência, segredos e regras ditadas unicamente por ele. Presa em um jogo perigoso de sedução e poder, Lara descobre que a linha entre o prazer e a submissão é tão tênue quanto a seda. Cada toque, cada palavra, cada momento roubado entre eles é uma faísca que ameaça incendiar suas vidas. Mas até onde ela estará disposta a ir para permanecer sob o domínio do CEO, e qual será o preço final de se entregar a um homem que pode dar tudo, mas exige a alma em troca? "Sob o Domínio do CEO" é um romance intenso e provocador sobre desejo proibido, jogos de poder e a arrebatadora atração que desafia todas as regras.
Ler maisO silêncio no 42º andar da Valente Tower era absoluto, interrompido apenas pelo som rítmico da chuva açoitando os vidros blindados e pela respiração pesada de Lara. Meses atrás, ela era apenas um vulto invisível que limpava as marcas de dedos naquelas mesmas janelas, uma peça descartável na engrenagem de bilhões de Arthur Valente. Agora, ela era o centro da tempestade particular dele.
Lara estava prensada contra a imensa parede de vidro que ia do chão ao teto. O cristal frio em suas costas nuas criava um contraste doloroso e excitante com o calor febril que emanava do corpo de Arthur. Lá fora, São Paulo brilhava como um tapete de diamantes a centenas de metros abaixo deles, mas Lara não conseguia desviar o olhar do homem à sua frente. As luzes da cidade refletiam nas pupilas dilatadas dele, tornando seu olhar predatório ainda mais sombrio. As mãos de Arthur — grandes, calejadas por um passado que poucos conheciam e adornadas por um relógio que custava mais que a vida de Lara — prenderam seus pulsos acima da cabeça contra o vidro. O domínio era físico, mas também psicológico. Ela sentia o poder dele em cada centímetro de sua pele. — Você se lembra do que me disse naquela primeira noite, Lara? A voz dele era um barítono rouco, carregado de uma autoridade que fazia os joelhos dela fraquejarem. Ele inclinou o rosto, a mandíbula tensa roçando a têmpora dela. O cheiro de uísque de malte e um perfume de sândalo caríssimo a inebriava, nublando sua razão. Você jurou que nunca faria parte do meu mundo. Que homens como eu eram vazios, feitos de números e gelo. Lara tentou responder, mas o ar parecia ter sido sugado da sala. O vestido de seda, uma peça de grife que ele fizera questão de comprar apenas para ter o prazer de rasgar, estava caído em algum lugar do tapete persa. Ela estava vulnerável, exposta à sua vontade, e o pior de tudo: ela adorava aquela sensação. Eu... eu menti — ela sussurrou, a voz falhando enquanto sentia o joelho dele se encaixar entre suas pernas, forçando uma abertura que a deixava completamente à mercê dele. Arthur soltou uma risada baixa, um som vibrante que ecoou no peito de Lara. Ele não buscava apenas o corpo dela; ele buscava a rendição total. Suas mãos soltaram os pulsos dela apenas para que seus dedos deslizassem pelo pescoço de Lara, descendo pela linha da clavícula com uma lentidão torturante, antes de se fecharem com firmeza em sua cintura, puxando-a para o encontro de sua ereção rígida sob o terno sob medida. — Você foi a única coisa que eu não pude comprar, Lara. Por isso, eu tive que conquistar. Ele enterrou o rosto na curva do seu pescoço, os lábios quentes deixando um rastro de fogo enquanto ele ditava o ritmo. Lara arqueou as costas, os dedos enterrando-se nos ombros largos de Arthur, sentindo-se pequena e, ao mesmo tempo, a mulher mais poderosa do mundo por ter aquele homem em transe por ela. Naquele escritório, onde decisões bilionárias eram tomadas todas as manhãs, a única coisa que importava agora era o som da pele chocando-se contra a pele e o brilho do desejo proibido que consumia ambos. Lara sabia que, ao amanhecer, as regras poderiam mudar. Mas ali, sob o domínio absoluto de Arthur Valente, ela era a rainha de um império construído sobre segredos e pecados. Ela fechou os olhos e se entregou à queda, sabendo que o paraíso nunca fora tão perigosoO contrato de exclusividade estava sobre a mesa de carvalho, as bordas levemente gastas de tanto Arthur o manusear nas madrugadas de insônia. Lara o observava da porta do escritório. Ela não usava mais o uniforme cinza, nem o vestido vermelho de "propriedade". Usava um terno de corte impecável, branco, que exalava a confiança de quem acabara de assinar seu primeiro projeto como arquiteta.Arthur não se virou. Ele observava a chuva de São Paulo, a mesma que os unira meses atrás.— A cirurgia da sua mãe foi um sucesso total. As dívidas foram pagas. Você se formou. — A voz dele era um barítono baixo, sem a crueldade de antes, mas com uma melancolia perigosa. — O contrato diz que, uma vez cumpridas as obrigações, você está livre.Lara caminhou até a mesa. O silêncio no 42º andar ainda era absoluto, mas agora ela não se sentia sufocada por ele.— Você quer que eu vá embora, Arthur? — ela perguntou, desafiando-o com o tom de voz.Ele se virou lentamente. Os olhos, que antes eram puram
O trajeto de volta para a cobertura foi um túmulo de silêncio. Dentro do carro blindado, o ar parecia ter sido substituído por estática pura. Arthur olhava fixamente para a janela, a mandíbula tão tensa que uma veia pulsava em sua têmpora. Lara, encolhida no canto do banco de couro, sentia o peso do vestido negro como se fosse feito de chumbo.Assim que as portas do elevador se abriram na cobertura, Arthur não esperou. Ele entrou a passos largos, arrancando a gravata e jogando-a no chão.— De joelhos, Lara — ele disse, a voz tão baixa que era quase um sussurro, mas carregada de uma autoridade que não admitia réplicas.Lara hesitou por um segundo, os olhos marejados.— Arthur, por favor, me escuta...— De joelhos. — O comando ecoou pela sala vasta, fazendo-a estremecer.Lara obedeceu. O frio do mármore contra seus joelhos nus era um lembrete cruel da realidade. Ela olhou para cima e viu o homem que amava e temia olhando-a como se ela fosse um enigma que ele finalmente decidira destruir
O Salão Nobre do Hotel Fasano brilhava sob a luz de candelabros de cristal que pareciam zombar da ansiedade de Lara. Vestida em um longo de cetim negro com as costas inteiramente nuas, ela era a personificação da elegância que Arthur Valente exigia. No entanto, por baixo da maquiagem cara, ela sentia que sua pele estava prestes a rasgar.Arthur estava ao seu lado, uma mão possessiva pousada na curva de sua cintura, enquanto recebia cumprimentos da elite paulistana. Ele exibia Lara como seu troféu mais valioso, mas seus olhos, sempre atentos, não perdiam um único espasmo de desconforto dela.— Sorria, Lara — ele sussurrou perto de seu ouvido, o hálito de uísque e sândalo enviando um calafrio por sua espinha. — Você é a mulher mais invejada desta sala. Tente agir como tal.O evento seguia conforme o planejado até que Lara viu um vulto familiar perto da entrada de serviço. Ricardo. Ele não estava de terno, mas usava um uniforme de garçom que claramente não lhe pertencia. O pânico a ating
O som do monitor cardíaco no quarto de hospital era o único ruído que trazia paz a Lara. Sua mãe, Dona Maria, parecia mais jovem agora que a cor voltara às suas bochechas. O "milagre" operado pelo dinheiro de Arthur Valente estava ali, deitado entre lençóis de algodão egípcio.— Ele é um bom homem, não é, Lara? — Maria perguntou, a voz ainda fraca. — Para ajudar a gente assim... sem nem nos conhecer.Lara engoliu em seco, sentindo o peso do contrato que escondia na bolsa.— Ele é... um homem de negócios, mãe. Ele cuida do que é dele.Ao sair do hospital, protegida por dois seguranças que Arthur impusera como sua "sombra", Lara foi abordada no estacionamento. Um homem de terno barato e olhar cansado saiu de trás de uma pilastra. O sangue de Lara gelou. Era Ricardo, o proprietário do cortiço onde ela morava e a quem devia meses de aluguel.— Olha só quem virou madame — Ricardo disse, os olhos percorrendo o carro de luxo que a esperava. — Eu vi as fotos nos jornais, Lara. A "assistente"





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