Mundo de ficçãoIniciar sessãoAnne Goulart sempre foi direta, impulsiva e completamente incapaz de medir as consequências das próprias palavras. Por isso, quando cruzou com um estranho no aeroporto — alto, absurdamente bonito, com aquele ar de quem manda no mundo — ela abriu a boca antes de pensar. E o que saiu mudou a sua vida para sempre. O problema é que o estranho não era qualquer pessoa. Era Lucian Rossi. O CEO mais temido e invejado do país. Um homem que não sorri, não pede e não perde. Jamais. E por alguma razão que Anne ainda tenta entender, ele decidiu que ela seria sua. De repente, ela se vê cercada por um homem que aparece silenciosamente toda vez que alguém ousa magoá-la — e faz o culpado se arrepender de ter nascido. Que destrói adversários antes mesmo que ela perceba que estava em perigo. Que a olha de um jeito que nenhum homem jamais olhou. É proteção demais para ser indiferença. É perto demais para ser acidente. Mas Anne carrega um segredo — um filho pequeno, um passado que ela nunca planejou revelar, e um coração que aprendeu a se defender de tudo. Menos dele. Quando ela tenta recuar, Lucian a olha com aquela calma que arrepia e diz: *"Você pode fugir de todo mundo. Mas não de mim."* Anne foi ao aeroporto naquele dia apenas resolver um assunto simples. Como foi parar nos braços do homem mais perigoso e irresistível que já existiu?
Ler mais"O que você disse?" Foi como se um raio tivesse atingido sua mente. Tamara Barone encarou a mulher à sua frente, com o corpo todo rígido.
A mulher, casualmente, tirou um pedaço de papel do bolso e jogou na cara dela, dizendo: "Estou grávida, é filho do meu cunhado!" "Não! Isso é impossível!" Este é um laudo médico. Abaixo, uma série de termos médicos; a última linha é o diagnóstico do médico: *Confirma-se que a paciente está grávida de seis semanas!* As pernas de Tamara fraquejaram, como se toda a sua força tivesse sido drenada num instante. Hoje é o dia do casamento dela com Lucian Rossi. Este enorme barco branco no mar é o presente de casamento de Lucian para ela. Rosas cor-de-rosa estão por toda parte no convés, exalando uma fragrância doce e romântica, simbolizando o doce amor deles. Em uma hora, o casamento começará e ela se tornará esposa de Lucian Rossi, passando o resto da vida ao lado dele. Ela também estava grávida, mas Lucian ainda não sabia da notícia. Ela só descobriu há alguns dias, através de um teste de gravidez. Ela planejava contar a Lucian no casamento para lhe fazer uma surpresa. Mas um por um... Como Amara pôde traí-la? Amara Barone olhou para seu vestido de noiva branco imaculado, com um brilho venenoso nos olhos. "Irmã, você acha que Lucian te ama? Está enganada. Ele me ama! Casar com você é só uma farsa." "Não acredito! Quero vê-lo, quero vê-lo agora mesmo..." Tamara atirou o relatório de diagnóstico no chão e correu em direção à passarela. Assim que deu um passo, uma dor aguda atravessou seu abdômen. Tamara cambaleou e bateu na mesa ao lado, com as costas doendo. "Irmã, sua barriga dói muito? Você sente alguma coisa vazando?" O sorriso de Amara tornou-se sinistro. "Você... como você sabia que eu estava grávida? Você..." De repente, percebendo algo, os olhos de Tamara se arregalaram em descrença. "Eu não só sabia que você estava grávida, como também coloquei algo na água que você tem bebido nos últimos dias. Afinal, estou carregando o filho de Lucian, então como eu poderia ficar com o seu?" "Não acredito, vou encontrar Lucian..." Tamara suportou a dor excruciante, com o corpo encharcado de suor frio, e cambaleou em direção à passarela. Amara não a deixou fazer o que queria e a empurrou para o chão. "Lucian me amou desde o começo, mas você sabe que sou uma celebridade e não posso me envolver em escândalos. Além disso, você se parece muito comigo, então ele teve que te usar como substituta. Mais tarde, as pessoas descobriram sobre o relacionamento dele com você, e ele foi forçado a concordar em se casar com você sob pressão! Irmã, acorde! A pessoa que ele ama sou eu!" Tamara e Amara Barone são gêmeas que se parecem 90% uma com a outra. Mas, depois de dois anos com Lucian Rossi, todas as promessas, a doçura e a ternura que ele lhe ofereceu não passavam de mentiras? Será que ela era apenas uma substituta patética? Não, ela não conseguia acreditar que fosse verdade! Sangue vermelho vivo escorria pela sua perna, manchando seu vestido de noiva. A dor excruciante fez Tamara tremer incontrolavelmente, seus membros ficando gelados. "Irmã, vou queimar dinheiro de papel para você em todos os festivais de agora em diante. Você pode ir em paz." Amara tirou um isqueiro da bolsa e o acendeu. A chama azul sinistra refletia seu rosto perturbador e distorcido. O isqueiro escorregou de sua mão e caiu no tapete, incendiando-o instantaneamente. Olhando para trás, para a pessoa no chão, quase inconsciente, Amara virou-se friamente e caminhou em direção à passarela. "Irmã, da infância à vida adulta, você sempre foi melhor do que eu em tudo. Desta vez, vamos ver como você se sai comigo!" --- Um carro esportivo passou em alta velocidade pela rodovia costeira. "Mais rápido!" Lucian Rossi, vestido com um smoking preto, tinha um rosto bonito com uma expressão fria e arrepiante enquanto olhava atentamente para a tela da televisão dentro do carro. Notícias de última hora informam que um iate de luxo está em chamas, com uma densa fumaça subindo ao céu. Ele foi buscar as alianças de casamento pessoalmente, mas inesperadamente, menos de meia hora depois de sair, o iate pegou fogo. Logo depois, o carro parou no cais. Havia uma estrada. Lucian saltou do carro e correu em direção ao iate. A margem estava cheia de hóspedes que haviam sido evacuados às pressas, e todos abriram caminho para ele. "Senhor Rossi! O senhor não pode subir aí!" Ao ver Lucian prestes a correr para o iate, seu assistente o segurou firmemente: "Senhor Rossi, o fogo está muito grande, não se aproxime! A equipe de resgate já subiu, a senhorita Barone certamente ficará bem!" As pupilas de Lucian se contraíram. Ele virou a cabeça e olhou para o lado, depois caminhou rapidamente para o outro lado e agarrou o ombro de Amara: "Amara, onde está sua irmã?! Onde ela está?!" Amara estava encharcada até os ossos, seu corpo frio tremendo. Seus olhos brilharam e ela parecia prestes a chorar, sua voz trêmula enquanto dizia: "O fogo começou no quarto da minha irmã... Minha irmã provavelmente está... O que podemos fazer? Buááá..." *Tamara, você ainda está no barco?!* Sentiu como se um buraco tivesse sido aberto em seu peito, e um gosto metálico subiu repentinamente à sua garganta. A caixinha do anel que ele segurava caiu no chão, e ele desabou, sua visão escurecendo! "Senhor Rossi!" exclamou o assistente, chocado, agarrando-o para apoiá-lo e gritando: "Chame uma ambulância imediatamente!" No mar, um fogo furioso, como uma besta monstruosa, devorava impiedosamente todo o navio; o ar estava denso com o cheiro de queimado.— Não é nada demais. — Anne afastou aqueles pensamentos com um suspiro profundo para aliviar o incômodo, abriu um sorriso suave e afagou os cabelos de Jhoe. — Você não vai inventar de me arrastar para mais nenhum passeio hoje, vai? Nada disso. Hoje a mamãe precisa voltar para o ateliê.— Você não vai trabalhar hoje não, mamãe. Você vai vir comigo e com o Tio Mateus para uma reunião de negócios — interveio Mateus, surgindo na porta com uma caixa elegante nas mãos.— E o que nós vamos fazer em uma reunião de negócios? — questionou Anne, franzindo a testa em sinal de dúvida.— Pelo visto, você vive esquecendo que é a minha assistente oficial. Hoje à noite teremos um coquetel importante e eu preciso de uma acompanhante à altura. Se a minha secretária principal se recusar a ir, quem mais poderia cumprir esse papel?Anne cruzou os braços, desconfiada:— E o Jhoe nessa história toda? Onde fica?— Ele vai se divertir, e depois aparece quando eu precisar. Fique tranquila, é um evento fechado e
Ontem, as informações detalhadas fornecidas a Mateus incluíam até mesmo as placas dos veículos de Lucian Rossi. Como Mateus sempre teve uma grande paixão por carros esportivos e de luxo, ele havia memorizado cada um daqueles modelos e suas respectivas identificações.Caminhando a passos firmes até o Maybach preto, Mateus abriu a porta e entrou bruscamente, com o rosto tenso enquanto encarava Lucian Rossi de forma gélida. Dentro do veículo, Lucian lia alguns documentos corporativos, seu belo rosto marcado por uma palidez levemente doentia. Ele ergueu os olhos e o encarou com total indiferença.— Sr. Lucian... — Renzo, que estava sentado no banco do carona, franziu a testa e se virou para intervir.Lucian Rossi ergueu a mão em um gesto seco, ordenando em silêncio. Sem dizer uma palavra, Renzo desceu do carro imediatamente.— A achei que você já a estivesse levando para casa — disse Lucian em tom baixo e controlado.Mateus estreitou os olhos azuis e o fuzilou com o olhar:— Lucian Rossi,
Há meia hora, o diretor do parque recebera um aviso da alta administração que dizia: "Garantam que a Senhorita Anne e o filho dela se divirtam ao máximo; eles são convidados de honra do Sr. Lucian Rossi."Embora a mensagem não especificasse os detalhes da relação, a simples menção ao nome de Lucian Rossi e o status de "VIP Supremo" foram suficientes para colocar toda a equipe do parque em estado de alerta máximo.A partir daquele momento, o passeio de Anne e seu grupo transcorreu da forma mais perfeita e tranquila possível. O atendimento em cada setor era impecável: quando sentiam um pouco de calor, alguém surgia imediatamente oferecendo um mini ventilador portátil; quando tinham sede, traziam sucos naturais frescos. Praticamente ofereceram cadeiras de massagem para que descansassem os pés. Na loja de lembrancinhas, queriam dar presentes gratuitos só porque eles olharam para as prateleiras — algo que Anne recusou firmemente, fazendo questão de pagar...Mateus seguia logo atrás com uma
— O que eles vão fazer? Vão partir para a ignorância?— Ah, recorrer à violência só porque perderam uma corrida de kart? Essa gente não tem o mínimo de educação!— Já ouvi falar das apelações desse pessoal... No ano passado, agrediram outro piloto depois de perderem na pista e foram até multados pela federação por causa disso.— Que cara de pau! Esse tipo de gente é puro mau elemento!As pessoas ao redor perceberam o clima pesado e começaram a cochichar, indignadas.Mateus nem piscou diante da ameaça:— Não tenho o menor interesse em conversar com vocês.— Hehe! O que foi, ficou com medinho? — O sorriso do sujeito era abertamente sinistro. Ele claramente não queria conversar; só queria encontrar um canto isolado para dar uma surra em Mateus e extravasar a raiva.Mateus ergueu a sobrancelha:— Você...— Com licença, deem passagem!Nesse instante, um grupo de funcionários uniformizados se aproximou a passos firmes. O homem à frente anunciou com autoridade:— Eu sou o diretor de operaçõe
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