Mundo de ficçãoIniciar sessãoLara sentiu que o ar sumia de seus pulmões. O toque do polegar de Arthur em seu queixo era firme, uma âncora que a impedia de fugir, enquanto o calor que emanava dele parecia derreter a pouca coragem que lhe restava. Ela era uma intrusa, pega no flagra, e a maneira como ele a olhava — como se ela fosse algo que ele acabara de descobrir que possuía — a deixava em pânico e, secretamente, em chamas.
— Eu... eu posso explicar — ela sussurrou, embora as palavras soassem vazias diante do olhar dele. — Explicar? — Arthur deu mais um passo, forçando-a a recuar até que seus calcanhares batessem na borda de mármore da bancada. — Você invadiu minha suíte, usou minha ducha e agora está aqui, na minha frente, usando meu sabonete e quase nada além disso. Ele deslizou a mão do queixo dela para o pescoço, sentindo a pulsação frenética de Lara sob seus dedos. Arthur não era um homem de misericórdia. Ele era um homem de negócios, e cada transação exigia um pagamento. — Você sabe quanto custa o meu tempo, Lara? — Ele pronunciou o nome dela pela primeira vez, e o som na voz dele pareceu uma carícia e uma ameaça. — Como o senhor sabe o meu nome? — ela perguntou, a voz trêmula. — Eu sei o nome de tudo o que entra no meu prédio. Principalmente das coisas que se destacam tanto quanto você. Arthur inclinou o corpo, encurralando-a contra a bancada fria. Seus olhos desceram novamente para a camiseta branca de Lara. O tecido úmido não escondia absolutamente nada; ele conseguia ver a curva dos seios dela, o ritmo acelerado de sua respiração e o modo como sua pele reagia à proximidade dele. Ele estendeu a outra mão e tocou a barra da camiseta, subindo-a apenas alguns centímetros, o suficiente para que os nós de seus dedos roçassem a pele macia da coxa de Lara. Ela soltou um suspiro entrecortado, as mãos espalmadas contra o peito de Arthur em uma tentativa inútil de mantê-lo afastado. Mas o que ela sentiu sob as palmas das mãos foi o músculo rígido e o coração dele, que batia em um ritmo tão pesado quanto o dela. — O que o senhor vai fazer? Vai me entregar para a polícia? — Lara tentou manter a voz firme, mas seus olhos estavam úmidos de medo e antecipação. Arthur soltou um riso curto e sombrio, aproximando o rosto do dela até que seus lábios quase se tocassem. — A polícia é para quem rouba dinheiro, pequena intrusa. Você roubou minha privacidade. E para isso, a punição é... diferente. Ele soltou o queixo dela e agarrou sua cintura com força, puxando-a para cima da bancada de mármore. Lara soltou um gritinho de surpresa quando sentiu o frio da pedra em suas coxas nuas, agora abertas para ele. Arthur se encaixou entre suas pernas, as mãos subindo para o rosto dela, prendendo-a em seu espaço pessoal. — Eu poderia te demitir agora mesmo. Deixar você na rua com nada além dessa camiseta molhada — ele sussurrou contra os lábios dela, a voz carregada de uma promessa perigosa. — Ou... você pode pagar sua dívida aqui. Comigo. Do meu jeito. Lara sentiu um choque elétrico percorrer sua espinha. O medo ainda estava lá, mas o desejo que Arthur despertava era uma força da natureza, algo que ela nunca sentira antes. Ela olhou para os lábios dele, a boca firme e convidativa, e soube que estava perdida. — E qual é o seu jeito? — ela perguntou, desafiando-o com o olhar, mesmo que seu corpo estivesse tremendo sob o domínio dele. Arthur sorriu, um sorriso que não chegou aos olhos, mas que prometia prazeres que ela nunca imaginara. — Você vai descobrir que eu sou um homem muito exigente, Lara. E que, uma vez que você entra sob o meu domínio, eu não aceito nada menos que a sua entrega total. Sem aviso, ele selou a distância entre eles. O beijo não foi gentil; foi uma reivindicação. Era possessivo, faminto e carregado de uma autoridade que exigia resposta. As mãos de Lara, antes defensivas, subiram para o pescoço dele, os dedos se perdendo no cabelo curto e macio da nuca de Arthur enquanto ela se entregava à primeira lição de seu novo e implacável mestre.






