Lara sentiu que o ar sumia de seus pulmões. O toque do polegar de Arthur em seu queixo era firme, uma âncora que a impedia de fugir, enquanto o calor que emanava dele parecia derreter a pouca coragem que lhe restava. Ela era uma intrusa, pega no flagra, e a maneira como ele a olhava — como se ela fosse algo que ele acabara de descobrir que possuía — a deixava em pânico e, secretamente, em chamas.— Eu... eu posso explicar — ela sussurrou, embora as palavras soassem vazias diante do olhar dele.— Explicar? — Arthur deu mais um passo, forçando-a a recuar até que seus calcanhares batessem na borda de mármore da bancada. — Você invadiu minha suíte, usou minha ducha e agora está aqui, na minha frente, usando meu sabonete e quase nada além disso.Ele deslizou a mão do queixo dela para o pescoço, sentindo a pulsação frenética de Lara sob seus dedos. Arthur não era um homem de misericórdia. Ele era um homem de negócios, e cada transação exigia um pagamento.— Você sabe quanto custa o meu
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