O som do monitor cardíaco no quarto de hospital era o único ruído que trazia paz a Lara. Sua mãe, Dona Maria, parecia mais jovem agora que a cor voltara às suas bochechas. O "milagre" operado pelo dinheiro de Arthur Valente estava ali, deitado entre lençóis de algodão egípcio.
— Ele é um bom homem, não é, Lara? — Maria perguntou, a voz ainda fraca. — Para ajudar a gente assim... sem nem nos conhecer.
Lara engoliu em seco, sentindo o peso do contrato que escondia na bolsa.
— Ele é... um homem de