Mundo de ficçãoIniciar sessãoLiam é um lobo solitário, carregando cicatrizes de um passado que prefere manter nas sombras. Ele aprendeu a viver sem alcateia, sem promessas e sem laços — até cruzar o caminho de Ella. Ella é a filha do alfa. Forte, leal e aprisionada pelas tradições que nunca escolheu. Seu destino já está traçado, seu futuro decidido… até que a lua cheia a leva ao encontro de um forasteiro que desperta tudo o que ela foi ensinada a reprimir. O amor entre eles nasce proibido. Silencioso. Perigoso. Irresistível. Entre encontros secretos na floresta, desejos que desafiam a razão e mistérios que ameaçam destruir mais de uma alcateia, Liam e Ella precisarão escolher entre o dever e o coração. Quanto mais tentam resistir, mais a lua os chama — e mais alto o perigo se torna. Quando segredos antigos vêm à tona e o sangue passa a manchar a tradição, esse amor será colocado à prova. Porque sob a lua proibida, nem todos os lobos sobrevivem… mas alguns amores são fortes demais para serem negados. Um romance proibido Mistério e tensão sobrenatural Desejo intenso e emoção profunda Um amor capaz de desafiar alcateias inteiras Sob a Lua Proibida é uma história sobre pertencimento, coragem e a força de um amor que nasceu onde jamais deveria existir.
Ler maisO sol ainda não havia alcançado o horizonte, mas a floresta parecia despertar com uma tensão própria. O ar estava denso, carregado de algo que Ella não conseguia identificar de imediato — e o cheiro, aquele cheiro inconfundível de Liam, misturado à umidade da manhã, fez seu coração disparar.Ela caminhava devagar, tentando não chamar atenção, mas a sensação de ser observada estava latente. Cada sombra parecia se mover, cada galho estalava com um timbre suspeito. E, mesmo assim, Ella não podia evitar: a última noite, os beijos roubados, o desejo intenso que se acendeu entre eles… tudo isso ainda queimava em seu peito.— Que merda está acontecendo comigo? — murmurou para si mesma. — Como posso me sentir assim, sabendo que tudo é proibido?Ela respirou fundo e continuou, tentando afastar os pensamentos. Mas a floresta não deixava. O instinto que Liam despertava nela era mais forte do que qualquer razão. Cada passo adiante parecia atraí-la ainda mais para o perigo — e, ao mesmo tempo, par
A manhã seguinte chegou devagar, como se a própria floresta tentasse lhe dar tempo para respirar, refletir, se recompor. Mas Ella não conseguia. O calor que Liam deixara na pele dela durante o encontro da noite passada parecia se enraizar em cada músculo, cada nervo, cada pensamento. Ela ainda podia sentir a pressão das mãos dele, a urgência da respiração dele, o jeito como o corpo dele reagia ao dela como se ela fosse parte essencial de sua existência.E, de repente, veio a pergunta que não queria surgir: será que esse é o destino que eu escolhi ou que me escolheu?Enquanto caminhava pela trilha de folhas úmidas, o vento carregava o cheiro de musgo e terra molhada, mas também o perfume de Liam — misto de floresta, lobo e algo indecifrável, quase mágico. Cada passo parecia guiá-la de volta para ele, mesmo quando sua mente insistia em gritar que aquilo era errado. Que ela não deveria sentir, não deveria se entregar. Que a filha do alfa não podia se perder em braços que, por natureza, e
A lua tinha cobrado seu preço.O som do rugido de Liam ainda ecoava na mente de Ella muito depois de o silêncio retornar à floresta. Ela permaneceu ali, ajoelhada na terra fria, os olhos arregalados, o coração batendo tão forte que parecia querer escapar do peito. As sombras ao redor tremulavam com a energia residual da transformação que Liam tentara reprimir — e, em parte, falhara.Mas ele não estava mais ali.Quando o rugido cessou, o corpo dele desabou, e a escuridão o engoliu como se a floresta tivesse decidido protegê-lo.Ou escondê-lo.Ella permaneceu imóvel por um longo tempo, tentando entender o que havia acabado de presenciar. Não era só um lobo. Não era uma simples variação da linhagem. Aquilo era… ancestral. Brutal. Possivelmente proibido.Mas a única coisa que queimava dentro dela era:Onde ele está?Ella sentiu o instinto puxá-la para a direita, para um corredor estreito entre árvores velhas. Era como se uma linha invisível, tecida entre os dois desde o dia em que se olha
O céu parecia mais pesado naquela noite. A lua ainda não havia alcançado o auge, mas já brilhava com uma força incomum, como se estivesse impaciente, faminta, exigindo algo — ou alguém.Ella caminhava pela floresta com o coração acelerado. A cada passo, o silêncio ao redor dela parecia mais profundo, quase sobrenatural. Era como se as árvores estivessem observando, como se o próprio ar esperasse por algo inevitável.E no fundo, Ella sabia o que estava prestes a acontecer.Liam tinha avisado:A lua cheia vai mostrar o que eu realmente sou.Mas a voz dele naquele momento, a dor contida, o medo oculto… nada daquilo afastou Ella. Pelo contrário. Todo o seu corpo parecia puxado para ele, para o perigo que ele carregava, para o mistério que rodeava sua existência.Ela finalmente avistou Liam.Ele estava encostado em uma pedra larga, o corpo tenso, as respirações curtas e irregulares, como se tentasse domar uma fera interna prestes a explodir. As veias do pescoço estavam salientes, e o suor
A noite parecia pesada demais quando Ella chegou ao ponto onde sempre encontrava Liam. As árvores estavam imóveis, como se até a floresta estivesse prendendo a respiração. O vento carregava o cheiro úmido de terra, mas havia algo mais… algo metálico, algo que ela não conseguia identificar.Ela soube na mesma hora.Algo dentro dele estava diferente.— Liam? — ela chamou, a voz quase engolida pela escuridão.Ele surgiu entre as sombras como um fantasma. Mas não era o Liam que ela conhecia. Seu peito arfava, o olhar estava mais duro, mais selvagem, mais distante. A energia ao redor dele vibrava como uma corda prestes a arrebentar.— Você não deveria estar aqui hoje — ele disse, a voz baixa, rouca, carregada de algo que parecia… dor.Ella deu um passo à frente.— O que aconteceu?Liam desviou o olhar, mas não deu resposta. O silêncio foi pesado, sufocante. Ela percebeu as mãos dele tremendo, mesmo quando ele tentou escondê-las nas sombras.— Liam… olha pra mim — ela pediu.Ele fechou os o
A floresta estava úmida naquela tarde, como se tivesse acabado de engolir a chuva do dia anterior. O cheiro de terra molhada subia das raízes, se misturando ao frescor do vento, carregando algo familiar… algo que Ella já reconhecia antes mesmo de tentar negar.Liam.Ele estava ali.Antes mesmo de vê-lo, ela sentia.O instinto que ele despertara nela havia se tornado uma chama constante — nem sempre forte, mas sempre acesa — queimando de forma discreta, profunda, impossível de apagar.Theo tinha dado cobertura para ela naquela tarde. Não gostou, obviamente. Fez aquela cara típica de irmão que está ajudando contra o próprio bom senso, mas no fim cedeu.— Quinze minutos — ele avisou. — Depois eu venho atrás.Ella sabia que “quinze” eram apenas palavras. Theo nunca a deixaria sozinha por longos minutos. Mas ela precisava, nem que fosse por pouco, ter Liam só para si.Era como se a floresta inteira prendesse o fôlego com ela enquanto ela avançava entre as árvores altas, cada passo ecoando
Último capítulo