Mundo de ficçãoIniciar sessão"— Eu só queria que soubesse que vou me esforçar para ser uma boa esposa e... — Não se esforce. — Ele me interrompeu, ríspido. — Você é útil para os meus negócios, Rubi, mas não crie ilusões. Mulheres como você não me despertam reação alguma." Rubi sempre foi a "patinha feia". Vendida pela própria família falida para o poderoso império Beckett, ela sabia qual era o seu papel: ser a esposa invisível de Ares Beckett, ele precisava de uma mulher sem atrativos para afastar caçadoras de fortuna e garantir seu testamento. Humilhada e desprezada na noite de núpcias, Rubi aceitou as regras de Ares: Sem intimidade e um divórcio programado para dali a um ano. Mas a submissão de Rubi morre na noite em que ela é humilhada publicamente pela amante de Ares, enquanto seu marido apenas assiste, preocupado apenas com a reputação da empresa. Daquele dia em diante, a esposa dócil desaparece. Seis meses depois, em um baile de máscaras obrigatório, Ares aguarda a mulher tímida e acima do peso que ele despreza. Em vez disso, quem desce as escadas é uma deusa em um vestido vermelho sangue, exalando uma confiança letal que deixa todos os homens do salão, inclusive Ares, de joelhos. Ele não a reconhece, mas a deseja instantaneamente. Quando a máscara cai, Ares descobre que a mulher que ele cobiça é a esposa que rejeitou. Ares agora a quer em sua cama, mas Rubi só quer uma coisa: o divórcio. Será que Ares conseguirá reconquistar a mulher fria que ele mesmo criou, ou será destruído pela nova Rubi?
Ler maisARES BECKETT Eu estava encostado em uma coluna, longe o suficiente para não ser abordado por idiotas, mas perto o suficiente para ver cada detalhe daquele espetáculo. Olhar para Rubi no palco era uma tortura. Ela estava deslumbrante naquele vestido branco. A forma como o tecido abraçava os quadris dela, a curva dos seios, o pescoço exposto... Tudo nela dizia: "sexo e poder". Senti emoções tóxicas revirarem meu estômago. Orgulho, porque aquela mulher espetacular carregava o meu sobrenome. Ela era minha esposa. Mas o ódio pulsava junto, quente e amargo, porque ela estava brilhando para o mundo inteiro ver, segurando a mão de outro homem, e não a minha. Ela estava feliz sem mim. E isso era imperdoável. — Bravo! — alguém gritou ao meu lado. Trinquei os dentes. Eu queria subir naquele palco, jogar Domênico para fora e reivindicar o que era meu na frente de todos. De repente, uma movimentação estranha perto do bar chamou minha atenção. Diana. Ela entrou no salão andando cambaleante,
RUBI MONTENEGROO carro parou em frente ao local do evento e, pela janela escurecida, vi o exército de fotógrafos. Os flashes disparavam como relâmpagos constantes. Meu estômago deu um nó. Minhas mãos, suando frio, apertaram o tecido delicado do meu vestido. — Respire, Rubi — Domênico disse ao meu lado, segurando minha mão como forma de apoio. — Você não deve se sentir insegura porque você é a estrela desta noite. Eles estão aqui por você. Olhei para ele e assenti. Ele tinha razão. A porta se abriu. Coloquei um pé para fora, depois o outro. Quando me levantei, o mundo pareceu girar por um segundo. Eu usava uma criação exclusiva da Bane fashion, feita especialmente para essa noite. Era um vestido branco, longo, de um tecido que parecia luz líquida. Ele tinha um decote profundo em V e uma fenda lateral que subia até a coxa, mostrando minhas pernas. Não havia nada para esconder. Era um vestido feito para ser visto. Caminhei pelo tapete vermelho. Os gritos dos fotógrafos eram ensurde
ARES BECKETT O bipe do meu celular tinha sido a melhor música do meu dia. "Transação Negada". Rubi devia estar vermelha de vergonha, tendo que devolver tudo porque o "papai aqui" cortou a mesada.Vamos ver como ela se vira sem dinheiro nem para comprar um chiclete. Estava no meu escritório, assinando alguns papéis com um sorriso presunçoso no rosto, quando minha secretária entrou. — Sr. Beckett? Um motoboy acabou de deixar isso. Disse que foi a sua esposa quem enviou e que era urgente. Ela colocou um envelope timbrado de uma loja sobre a minha mesa e saiu. Peguei o envelope. — Urgente... — murmurei.Com certeza eram as contas. Ela devia ter pedido para a loja separar tudo e enviou a fatura para mim, implorando para que eu pague. Abri o envelope devagar, saboreando minha vitória. Puxei os papéis. Eram notas fiscais. Muitas delas.Sapatos, bolsas, vestido... O total era uma pequena fortuna. Impresso no rodapé estava escrito: Débito - Aprovado. — O quê? — rosnei. Virei um dos r
RUBI MONTENEGROAlguns dias se passaram desde a minha vitória contra Ares, e eu estava flutuando. A sensação de ver Ares sem palavras, derrotado pela própria arrogância, era melhor do que qualquer chocolate que eu já tivesse comido na vida. Hoje era minha folga. As fotos da campanha "Renascimento" estavam finalizadas e, segundo Domênico, ficaram "divinas". Espero que estejam divinas mesmo, afinal trabalhei incansavelmente para acabarmos em tempo recorde. O evento de lançamento seria em breve, e eu precisava de sapatos. Não qualquer sapato, mas 'O sapato'. Entrei na Vivienne’s, a boutique mais exclusiva da cidade. — Bom dia, senhora Beckett! — A gerente veio correndo, com aquele sorriso treinado para quem tem dinheiro. — Temos uma nova coleção de saltos italianos. Passei uma hora experimentando. Escolhi dois pares de scarpin e uma sandália de tiras finas que custava o preço de um carro popular. Fui ao caixa, me sentindo poderosa. Abri a carteira e entreguei o cartão black que Ares
ARES BECKETTO uísque desceu queimando pela minha garganta, um calor satisfatório que combinava com o meu humor. Eu estava na sala de estar, com as luzes baixas, girando o copo de cristal na mão e encarando a porta de entrada.Já passava das oito da noite. Rubi não tinha para onde ir. Ela podia espernear, gritar e tentar brincar de modelo, mas no final do dia, ela sabia quem mandava. O contrato que fiz com o pai dela era a coleira perfeita.Ouvi o barulho da chave na fechadura. Sorri. Aí está ela. Provavelmente viria com os olhos inchados de chorar, pronta para pedir desculpas e implorar para que eu não destruísse a pouca reputação que a família dela ainda tinha.A porta se abriu e Rubi entrou.Mas não havia lágrimas, nem ombros caídos.Ela entrou e o rosto dela exibia uma expressão que eu não consegui decifrar de imediato. Era... divertimento?— Boa noite, marido — ela disse, jogando a bolsa no sofá com descaso. — Esperando por mim?— Sempre, querida. — Levantei-me, caminhando até el
RUBI MONTENEGRO O escritório do Dr. Sales ficava no centro financeiro, um lugar sóbrio com móveis de couro escuro e cheiro de café forte. O advogado, um homem de meia-idade com óculos de aros grossos, me recebeu com um aperto de mão firme. — Sra. Beckett, é um prazer. Domênico me falou muito bem da senhora. — Obrigada por me receber tão rápido, Dr. Sales. — Me sentei à frente dele e tirei o contrato da bolsa. — Meu marido, Ares Beckett, alega que este documento me impede de trabalhar para a concorrência. Ele diz que detém os direitos da minha imagem. O Dr. Sales pegou o documento e ajeitou os óculos. Eu observava cada micro expressão no rosto dele enquanto o homem lia, tentando adivinhar se eu estava condenada ou salva. Ele leu a primeira página, virou para a segunda, murmurou algo inaudível e franziu a testa na terceira página. Minhas mãos suavam. Se Ares estivesse certo, eu teria que voltar para aquela mansão com o rabo entre as pernas. Teria que admitir a derrota. De re





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