Mundo de ficçãoIniciar sessão"— Eu só queria que soubesse que vou me esforçar para ser uma boa esposa e... — Não se esforce. — Ele me interrompeu, ríspido. — Você é útil para os meus negócios, Rubi, mas não crie ilusões. Mulheres como você não me despertam reação alguma." Rubi sempre foi a "patinha feia". Vendida pela própria família falida para o poderoso império Beckett, ela sabia qual era o seu papel: ser a esposa invisível de Ares Beckett. Ele precisava de uma mulher sem atrativos para afastar caçadoras de fortuna e garantir seu testamento. Humilhada e desprezada na noite de núpcias, Rubi aceitou as regras de Ares: Sem intimidade e um divórcio programado para dali a um ano. Mas a submissão de Rubi morre na noite em que ela é humilhada publicamente pela amante de Ares, enquanto seu marido apenas assiste, preocupado apenas com a reputação. Daquele dia em diante, a esposa dócil desaparece. Seis meses depois, em um baile de máscaras obrigatório, Ares aguarda a mulher tímida e acima do peso que ele despreza. Em vez disso, quem desce as escadas é uma deusa em um vestido vermelho sangue, exalando uma confiança letal que deixa todos os homens do salão, inclusive Ares, de joelhos. Ele não a reconhece, mas a deseja instantaneamente. Quando a máscara cai, Ares descobre que a mulher que ele cobiça é a esposa que rejeitou. Ares agora a quer em sua cama, mas Rubi só quer uma coisa: o divórcio. Será que Ares conseguirá reconquistar a mulher fria que ele mesmo criou, ou será destruído pela nova Rubi?
Ler maisRUBI MONTENEGRO
— Você vai mesmo comer isso, Rubi? Travei. Era apenas meia batata cozida. Meu estômago roncava alto, mas soltei o talher no prato imediatamente. O barulho fez minha mãe revirar os olhos. — Eu não almocei, mãe... — murmurei, encolhendo os ombros, tentando ocupar menos espaço na cadeira. Algo impossível para alguém com 110kg. — E nem deveria jantar — ela retrucou, bebericando seu vinho. — Olhe para você. O vestido que mandei fazer sob medida na semana passada já está estourando nas costuras. Você não tem vergonha? Abaixei a cabeça, sentindo meu rosto queimar. — Eu sinto muito. — Sente muito? — Ela riu, um som cruel e sem humor. — "Sinto muito" não muda nada, Rubi. Você continua sendo um poço sem fundo. Você tem ideia de quanto dinheiro gastamos com você? Comida, roupas de tamanhos gigantescos, médicos... Metade da fortuna do seu pai foi para sustentar essa sua gula. As lágrimas se formaram meus olhos. Eu sabia que a empresa do papai estava mal, mas ouvir que a culpa era minha... que eu tinha "comido" o dinheiro da família doía muito. — Leonora, chega — meu pai interrompeu, mas sem olhar para mim. — Você deveria ser mais sutil. — Sutileza não funciona com a Rubi, querido. Ela precisa ouvir a verdade. — Minha mãe se levantou e veio até mim. Ela apertou meu braço gordinho com suas unhas afiadas. — Sua irmã, Camila, casou com um diplomata porque é linda e magra. Ela é um orgulho. Você é a nossa ruína. Engoli o choro, sentindo o gosto amargo da humilhação. — O que está acontecendo? — Não fiz nada, mas eles estavam pior que o normal. Meu pai jogou uma pasta na minha frente. O impacto derrubou meu copo de água, molhando a toalha de mesa. Ninguém se importou. — Estamos falidos, Rubi. A casa, os carros, tudo vai ser tomado pelo banco. A não ser que você faça algo útil na sua vida. Olhei para a pasta. Havia um logotipo dourado na capa: Beckett Industries. — O que é isso? — Um contrato de casamento — meu pai respondeu. — Eu vendi você. — O quê? — O CEO, Ares Beckett aceitou limpar todas as nossas dívidas. Ele vai salvar nossa reputação e nos dar uma vida confortável de novo. Em troca, ele quer uma esposa. Arregalei os olhos. Ares Beckett? O homem mais rico e cobiçado do país? — Pai, isso é loucura. Ares Beckett pode ter a mulher que ele quiser. Por que iria me querer? Minha mãe soltou uma gargalhada alta. — Finalmente você disse algo sensato. Realmente não tem motivo para ele querer uma baleia feia como você. É exatamente por isso que te escolheu. — Ela se inclinou, sussurrando perto do meu rosto. — Ele precisa de uma esposa para garantir a herança do avô, mas não quer dor de cabeça. Ele não quer uma mulher bonita e correr o risco de se interessar. Você é perfeita. Senti um buraco abrir no meu peito. — Ele me quer porque acha que sou repugnante demais para atraí-lo? — E garanti que você é quieta e obediente. — meu pai disse, impaciente. — Ele falou com todas as letras: "Quero uma mulher que não me importune, como se não existisse". — Não vou fazer isso! — Me levantei, derrubando a cadeira. — Não sou um objeto! E não vou casar com um homem que tem nojo de mim! Meu pai bateu na mesa com tanta força que os pratos pularam. — Você não tem escolha! — ele gritou, o rosto vermelho de raiva. — Passou a vida inteira sendo um fardo! Nós te sustentamos, aguentamos a vergonha de ter uma filha obesa enquanto todos os nossos amigos tinham filhas perfeitas! Agora é a sua vez de pagar! — Se você não assinar, nós seremos jogados na rua. — minha mãe acrescentou. — E eu juro, Rubi, se eu tiver que morar num lugar imundo por sua causa, nunca vou te perdoar. Você vai ser a culpada pela desgraça da sua família. De novo. Olhei para o contrato borrado pelas minhas lágrimas. Eu não tinha para onde ir. Não tinha dinheiro, nem escolha. — É só por um ano. — meu pai argumentou. — Nem vai dormir com ele. Só precisa assinar esse papel e morar na casa dele. Suspirei, sentindo minha alma quebrar em pedacinhos. — Tudo bem — sussurrei, derrotada. — Eu assino. Quando vou conhecê-lo? Meu pai caminhou até a janela e olhou para a entrada da mansão. — Não há tempo para preparações, Rubi. — Ele se virou para mim, sem um pingo de pena no olhar. — Limpe essas lágrimas e tente esconder essa barriga. Ares Beckett acabou de estacionar. O jantar com seu noivo é agora.VALENTINA ROSS SEIS ANOS DEPOIS... Uma vida inteira parecia ter passado desde que eu e Domênico dissemos o nosso "sim", mas, ao mesmo tempo, parecia que tinha sido ontem. Era uma tarde ensolarada e quente de domingo. Nós estávamos na casa de campo que Domênico havia comprado para que as nossas filhas pudessem ter espaço para correr livres. E, por falar em confusão, a nossa casa estava cheia dela hoje. Mas era o tipo de confusão que eu mais amava. Eu estava sentada em uma das poltronas na varanda. Ao meu lado, Domênico mantinha o braço obsessivamente jogado ao redor dos meus ombros. Rubi e Ares ocupavam o sofá de frente para nós, completando o nosso quarteto inseparável. O som de risadas infantis, gritos e correria preenchia o ar puro da tarde. Os meus olhos estavam fixos no imenso gramado verde logo à frente, onde a nossa maior riqueza gastava as suas energias. A nossa primogênita, Joyce, ou apenas Joy, como todos a chamavam, estava com seis anos agora. Ela era a minha cóp
VALENTINA ROSS Dois anos se passaram. Quando olho para trás e vejo tudo o que aconteceu, mal consigo acreditar na vida incrível que tenho agora. Os últimos vinte e quatro meses foram, sem sombra de dúvida, os mais felizes, intensos e mágicos de toda a minha vida. Na minha vida profissional, alcancei lugares que antes pareciam apenas sonhos impossíveis. Rubi confiando no meu trabalho e na nossa parceria, me nomeou sua vice-presidente. Nós duas formamos uma dupla imbatível. Já na minha vida pessoal... bem, Domênico provou que a sua paciência para namoros tradicionais era praticamente nula. Aquele meu plano de "morar em casas separadas para não pular etapas" durou dois meses e alguns dias. Ele foi tão insistente, tão charmoso e persuasivo, que antes de completarmos três meses de namoro, as minhas malas já estavam desfeitas no closet dele. E a verdade é que eu não me arrependo de um único segundo daquela decisão. E hoje, finalmente, era o dia do nosso tão aguardado casamento. Eu esta
JOSHUA MICHAEL DOIS ANOS DEPOIS... É impressionante como o tempo possui a capacidade quase mágica de curar feridas que, em um determinado momento, pareciam letais. Quando arrumei as minhas malas e deixei Nova York para trás, eu acreditava que a minha vida amorosa havia acabado naquele altar.Mas descobri que meu final trágico, na verdade, era apenas o começo de uma história muito melhor. O Hospital Memorial me acolheu de braços abertos. Porém, o que realmente me salvou foi a vizinha do apartamento setenta e dois. Maya entrou na minha vida com seu jeito atrapalhado e cheio de vida. No começo, ela era apenas a enfermeira que ficava vermelha sempre que cruzava comigo nos corredores. Depois, virou a vizinha que "acidentalmente" fazia comida a mais e batia na minha porta para dividir. Aos poucos, a presença alegre, a risada fácil e a luz natural que ela irradiava foram derretendo os muros de gelo que eu havia construído ao meu redor. E, quando me dei conta, já estava completamente apa
VALENTINA ROSS O Le Bernardin parecia muito convidativo. A mesa que Domênico havia reservado para nós ficava em um canto discreto do salão. O clima era de pura euforia. — Um brinde! — Ares anunciou, erguendo a sua taça. — À justiça e aos cirurgiões desajeitados! Eu tampei o rosto com a mão, rindo, enquanto Rubi dava um beliscão no braço dele, tentando repreendê-lo, embora ela mesma estivesse segurando o riso. Domênico ergueu a sua taça e tocou na minha. — À nossa Tina — Domênico corrigiu. — A mulher mais valente que eu conheço. Nós brindamos. O sabor do champanhe era doce, fresco e tinha o gosto exato da vitória. Passamos a tarde inteira ali. Comemos lagosta, experimentamos pratos que eu nem sabia pronunciar o nome e demos risadas de doer a barriga. A minha mãe foi a primeira a se despedir. Quando o relógio marcou um pouco depois das quatro da tarde, o motorista avisou que estava pronto para levá-la de volta para o interior. Abracei a minha mãe com força na saída do rest










Último capítulo