Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!
Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!
Por: Rose Barbosa
1 - Eu vendi você

RUBI MONTENEGRO

— Você vai mesmo comer isso, Rubi?

Travei. Era apenas meia batata cozida. Meu estômago roncava alto, mas soltei o talher no prato imediatamente. O barulho fez minha mãe revirar os olhos.

— Eu não almocei, mãe... — murmurei, encolhendo os ombros, tentando ocupar menos espaço na cadeira. Algo impossível para alguém com 110kg.

— E nem deveria jantar — ela retrucou, bebericando seu vinho. — Olhe para você. O vestido que mandei fazer sob medida na semana passada já está estourando nas costuras. Você não tem vergonha?

Abaixei a cabeça, sentindo meu rosto queimar.

— Eu sinto muito.

— Sente muito? — Ela riu, um som cruel e sem humor. — "Sinto muito" não muda nada, Rubi. Você continua sendo um poço sem fundo. Você tem ideia de quanto dinheiro gastamos com você? Comida, roupas de tamanhos gigantescos, médicos... Metade da fortuna do seu pai foi para sustentar essa sua gula.

As lágrimas se formaram meus olhos. Eu sabia que a empresa do papai estava mal, mas ouvir que a culpa era minha... que eu tinha "comido" o dinheiro da família doía muito.

— Leonora, chega — meu pai interrompeu, mas sem olhar para mim. — Você deveria ser mais sutil.

— Sutileza não funciona com a Rubi, querido. Ela precisa ouvir a verdade. — Minha mãe se levantou e veio até mim. Ela apertou meu braço gordinho com suas unhas afiadas. — Sua irmã, Camila, casou com um diplomata porque é linda e magra. Ela é um orgulho. Você é a nossa ruína.

Engoli o choro, sentindo o gosto amargo da humilhação.

— O que está acontecendo? — Não fiz nada, mas eles estavam pior que o normal.

Meu pai jogou uma pasta na minha frente. O impacto derrubou meu copo de água, molhando a toalha de mesa. Ninguém se importou.

— Estamos falidos, Rubi. A casa, os carros, tudo vai ser tomado pelo banco. A não ser que você faça algo útil na sua vida.

Olhei para a pasta. Havia um logotipo dourado na capa: Beckett Industries.

— O que é isso?

— Um contrato de casamento — meu pai respondeu. — Eu vendi você.

— O quê?

— O CEO, Ares Beckett aceitou limpar todas as nossas dívidas. Ele vai salvar nossa reputação e nos dar uma vida confortável de novo. Em troca, ele quer uma esposa.

Arregalei os olhos. Ares Beckett? O homem mais rico e cobiçado do país?

— Pai, isso é loucura. Ares Beckett pode ter a mulher que ele quiser. Por que iria me querer?

Minha mãe soltou uma gargalhada alta.

— Finalmente você disse algo sensato. Realmente não tem motivo para ele querer uma baleia feia como você. É exatamente por isso que te escolheu. — Ela se inclinou, sussurrando perto do meu rosto. — Ele precisa de uma esposa para garantir a herança do avô, mas não quer dor de cabeça. Ele não quer uma mulher bonita e correr o risco de se interessar. Você é perfeita.

Senti um buraco abrir no meu peito.

— Ele me quer porque acha que sou repugnante demais para traí-lo?

— E garanti que você é quieta e obediente. — meu pai disse, impaciente. — Ele falou com todas as letras: "Quero uma mulher que não me importune, como se não existisse".

— Não vou fazer isso! — Me levantei, derrubando a cadeira. — Não sou um objeto! E não vou casar com um homem que tem nojo de mim!

Meu pai bateu na mesa com tanta força que os pratos pularam.

— Você não tem escolha! — ele gritou, o rosto vermelho de raiva. — Passou a vida inteira sendo um fardo! Nós te sustentamos, aguentamos a vergonha de ter uma filha obesa enquanto todos os nossos amigos tinham filhas perfeitas! Agora é a sua vez de pagar!

— Se você não assinar, nós seremos jogados na rua. — minha mãe acrescentou. — E eu juro, Rubi, se eu tiver que morar num lugar imundo por sua causa, nunca vou te perdoar. Você vai ser a culpada pela desgraça da sua família. De novo.

Olhei para o contrato borrado pelas minhas lágrimas. Eu não tinha para onde ir. Não tinha dinheiro, nem escolha.

— É só por um ano. — meu pai argumentou. — Nem vai dormir com ele. Só precisa assinar esse papel e morar na casa dele.

Suspirei, sentindo minha alma quebrar em pedacinhos.

— Tudo bem — sussurrei, derrotada. — Eu assino. Quando vou conhecê-lo?

Meu pai caminhou até a janela e olhou para a entrada da mansão.

— Não há tempo para preparações, Rubi. — Ele se virou para mim, sem um pingo de pena no olhar. — Limpe essas lágrimas e tente esconder essa barriga. Ares Beckett acabou de estacionar. O jantar com seu noivo é agora.

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