Mundo de ficçãoIniciar sessãoEm um casamento arranjado por um contrato familiar, Paul Evans e Catarina Smith vivem uma farsa há cinco anos. Para o mundo, eles formam o casal perfeito e invejado, mas a portas fechadas, Paul é um homem frio, cruel e implacável, que culpa Catarina por todos os seus infortúnios. Cansada de lutar por um amor que nunca foi correspondido, Catarina, que um dia se casou por paixão, decide colocar um fim nessa união desgastada. Porém, uma reviravolta inesperada acontece e a dinâmica do casal muda completamente. Paul, que sempre foi motivado pela vingança, se vê em uma encruzilhada: ele precisa confrontar o ódio que nutre por Catarina e o amor proibido que sente por ela. Nessa trama cheia de paixão e conflitos, Paul se debate entre o desejo de vingança e o amor avassalador pela mulher que ele insiste em ver como sua ruína.
Ler maisEpílogo Lila Meneses O tempo não é linear quando se trata de caos e redenção. Para a maioria, a vida é uma sucessão lógica de eventos; para nós, foi uma explosão controlada, seguida por uma reconstrução meticulosa. Eu me casei com Aaron Meneses, o homem que eu deveria ter odiado, em um cartório cinzento na cidade. Não houve a grandiosidade de um casamento corporativo, nem a aprovação de nossas famílias. Houve apenas a urgência de dois corações exaustos pela guerra, finalmente dispostos a assinar o contrato final: o do amor incondicional. Olhando para trás, para os anos que se seguiram, vejo que tudo começou naquele instante, naquele click da caneta que selou o nosso destino. Se o nosso passado foi marcado pela toxicidade, pela ambição cega e pela negação apaixonada, o nosso futuro foi construído sobre a fundação que sempre nos uniu: a verdade e o poder. Aaron destruiu o seu legado para me ter, e eu usei todo o meu poder de CEO para garantir que a sua rendição fosse total. Nós
O Legado de Cinco Anos e o Natal em Família Aaron Meneses Cinco anos depois... O cheiro de pinho e canela inundava a nossa cobertura. O mármore frio agora era coberto por tapetes macios e mantas, transformando a nossa fortaleza em um lar. Se alguém me dissesse, cinco anos atrás, que o meu maior prazer seria assistir à bagunça pré-natalina, eu o teria demitido. Mas aqui estava eu, no auge dos meus quarenta e poucos anos, o CEO mais temido na área de advogacia, completamente desarmado. Eu estava encostado no batente da porta, observando a cena. A vida não poderia estar melhor. Lila estava sentada no chão da sala, cercada por duas pequenas criaturas que eram a prova de que o nosso caos havia gerado a mais perfeita ordem. Nossa filha, Ella, estava com três anos, e nosso filho, Arthur (batizado em uma tentativa de trégua com meu pai), estava com um ano e meio. Agora olhava a minha esposa conversando com as crianças sobre o Natal. Lila, com o cabelo solto e um suéter de cashmere, n
O Preço da Fragilidade Aaron Meneses Voltamos da nossa breve e intensa lua de mel com a satisfação silenciosa de quem acabara de assinar a paz em meio à guerra familiar. A cobertura, que agora oficialmente pertencia a nós dois, parecia finalmente um lar. Eu estava pegando as malas na entrada quando Lila parou, a mão em meu braço. — Aaron. A voz dela era tensa. Olhei para onde ela olhava. Meu pai estava na porta do meu apartamento. Não era a minha mãe, o que por si só era um alívio. Era Arthur Meneses, o CEO de fato, o homem que construiu o império e que, com sua ambição silenciosa, ditou as regras da minha vida. Mas ele não parecia mais o CEO. Ele estava sentado em um banco de mármore do hall de entrada, pálido, encolhido. O seu terno de três peças estava impecável, como sempre, mas ele parecia pequeno demais para a roupa. Ele estava visivelmente frágil. A doença que o havia afastado do dia a dia da empresa o havia consumido em meses. Eu senti a minha guarda subir instantane
O Terremoto Familiar Pós-Núpcias Aaron Meneses Eu sabia que a paz seria curta. O nosso "anúncio silencioso" do casamento civil — comunicado formal enviado por nosso escritório de advocacia após a cerimônia — foi, para os nossos pais, uma declaração de guerra. A família ficou revoltada. Eu estava em lua de mel, o que significava dois dias inteiros trancados com minha esposa em uma suíte isolada, antes que a realidade nos atingisse. O nosso primeiro "bom dia" como marido e mulher foi interrompido por um furacão de manipulação. Eu estava tomando café na varanda, Lila ao meu lado, quando meu telefone corporativo começou a explodir. Eu ignorei as chamadas, mas a mensagem de texto de minha mãe, Helena, era impossível de ignorar. Helena Meneses: Você cometeu um ato de sabotagem contra o seu próprio legado. Seu pai está devastado. Você não é mais o herdeiro principal, é uma vergonha. A Dra. Duarte usou a sua crise para se casar com a empresa. Você não receberá um centavo de mim. Eu s
O Contrato de Almas Aaron Meneses Eu a trouxe daquele chão de mármore para o calor da nossa cama. O pedido não oficial, no meio do vapor do chuveiro, havia sido a coisa mais real que eu já fizera. Agora, estávamos entrelaçados, deitados nos lençóis de seda, com a certeza calma de que o nosso caos finalmente havia encontrado a sua ordem. Estávamos pelados e entrelaçados na cama. A luz baixa do amanhecer filtrava-se pelas janelas panorâmicas, iluminando o quarto. Eu acariciava os cabelos dela, sentindo a paz que só ela podia me dar. — Isso é real, não é? — Eu sussurrei, a voz ainda um pouco rouca pela noite. — É mais real do que qualquer fusão corporativa, Aaron. — Ela respondeu, aninhando-se mais perto. — Eu não quero esperar. Não quero mais um ano de "quase juntos". Minha paciência como CEO é infinita para os lucros, mas é inexistente para a minha felicidade. Lila ergueu a cabeça para me olhar, e eu vi o mesmo fogo pragmático que eu tanto admirava. — Eu concordo. Se for para
O Sim no VaporLila Duarte Meses se passaram. A reestruturação da Meneses Global era um sucesso, a Duarte & Associates estava prosperando como a nova guardiã da ética corporativa, e a imprensa havia se acalmado, aceitando nossa parceria de negócios como o novo normal. O nosso anúncio silencioso havia funcionado: éramos uma união de poder, e o mundo corporativo respeitava isso.No entanto, a parte mais difícil da nova normalidade era a fronteira entre o meu apartamento e o dele.Nós estávamos vivendo em um estado de "quase juntos". Minhas coisas estavam migrando silenciosamente para a cobertura de Aaron: vestidos nos armários, livros na biblioteca, e minha escova de dentes em sua bancada. Era uma ocupação gradual, não oficial. Nada oficial ainda.O meu coração estava em paz, mas o nosso ritmo era frenético. Éramos dois CEOs no auge, e o tempo para nós era um luxo negociado.Naquela noite, a tensão estava no ar, não de conflito, mas de desejo represado. Ambos tivemos um dia brutal. Eu










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