Capítulo 36

Paloma tinha a cabeça recostada no ombro de César durante o caminho de volta para Cabaceiras. Os músculos estavam doloridos, pesados pelo esforço, mas o coração pulsava leve, cheio de uma alegria que a surpreendia.

Entre uma curva e outra da estrada, trocavam abraços e beijos rápidos, famintos, como se cada instante fosse pouco. Tinham permanecido na praia até o sol se dissolver em vermelho no horizonte, e agora voltavam de mãos dadas, como se o dia tivesse costurado os dois em uma mesma linha.

César passou os dedos de leve pela testa dela.

— Está dormindo?

— Não, só pensando.

— Estamos chegando em Cabaceiras. Quer parar para jantar em algum lugar?

Paloma se endireitou no banco, franzindo o nariz. Estava consciente da pele salgada, dos cabelos endurecidos pela água do mar, da roupa úmida que grudava no corpo.

— Acho que me expulsariam de qualquer lugar respeitável em que eu entrasse assim.

Ele arqueou a sobrancelha.

— E por quê?

— Estou cheia de areia, com o cabelo duro e a roupa mol
Continue lendo este livro gratuitamente
Digitalize o código para baixar o App
Explore e leia boas novelas gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de boas novelas no aplicativo BueNovela. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no aplicativo
Digitalize o código para ler no App