O tempo parou.
Eu não ouvia mais o som das vozes da rua, nem o farfalhar das folhas, nem a respiração apressada dos poucos humanos que passavam por perto. Tudo que restava era ele — parado a poucos passos de mim, como uma lembrança viva que eu passara meses tentando enterrar.
Danilo.
O nome ecoou na minha cabeça e pareceu que o chão se moveu. Aquele rosto… o mesmo que me assombrava nos sonhos, o mesmo que eu tentava esquecer todas as noites, agora estava ali, real, sólido, ofegante, coberto de