A biblioteca comunitária estava silenciosa naquela manhã. O ar cheirava a papel envelhecido, pó e café barato que alguém havia deixado na sala ao lado. Eu organizava uma pilha de livros de romance, tentando encontrar um espaço para eles na estante já lotada. Era um trabalho repetitivo, mas me dava paz.
Passei os dedos pelas lombadas gastas, respirando fundo. Ali, no meio do cheiro de papel e das vozes baixas dos poucos visitantes, eu podia fingir que era só uma garota comum. Marina Costa, vinte