Passei o resto do dia com o peso daquela palavra ecoando dentro de mim. Luna.
Era impossível. Ninguém aqui deveria saber quem eu era, de onde vim, o que havia deixado para trás. Cortei o cabelo, escondi os olhos atrás dos óculos, criei uma nova identidade. E, ainda assim, bastou um estranho atravessar a porta da biblioteca para despir todas as minhas defesas.
Quando a noite caiu, eu já não conseguia me concentrar em nada. As estantes pareciam vultos, os livros pesavam nas minhas mãos, e a cada