Mundo de ficçãoIniciar sessão"Você não pertence à matilha. Você é um erro mágico que nunca deveria ter nascido." Foi isso que ouvi a vida toda. Meu destino sempre foi ser sacrificada ou controlada. Até que a lua cheia revelou algo diferente... algo que mudou tudo. Encontrei um lobo ferido e, sem saber, salvei meu companheiro predestinado. Mas nossa história foi escrita com sangue, traição e perda. Meu coração estava despedaçado. Meu poder, quase perdido. Minha avó... assassinada. Só restava uma escolha: voltar no tempo. Verônica, herdeira de uma linhagem rara e temida de bruxas do sangue, foi expulsa de sua matilha e usada como peão por alfas cruéis. Quando seu mundo desmorona, ela quebra as leis do universo e retorna ao passado para reescrever seu destino. Mas ela não foi a única que voltou. Outra bruxa viajou pelo tempo — disposta a fazer o que fosse preciso para roubar o futuro de Verônica. O que acontece quando o destino é desafiado por duas bruxas rivais? E quando o verdadeiro alfa despertar... ele ficará ao lado dela — ou será tarde demais?
Ler mais~Verônica~Minha primeira ação do dia, depois de acordar e perceber onde estou, é gritar.Um grito alto e prolongado de quem já não aguenta mais reviver a mesma porcaria de dia.Em seguida aparece Lucian derrubando a porta do meu quarto em posição de ataque. Ele procura o perigo inexistente e tudo o que consigo pensar neste momento é se uma porta quebrada vai ser a culpada pelo dia reiniciado."Alguém está aqui? O que aconteceu? Eu acordei agora a pouco e vim direto ver você e você não me respondia e começou a gritar...", ele para de falar.Lucian se aproxima da minha cama e me analisa por completo e me sinto despida sem que ele ao menos precise me tocar. Sinto além, como se ele visse meus órgãos por dentro.Existe esse reconhecimento entre nós, um que eu não entendia na primeira versão da linha do tempo. Mas que agora faz completo sentido.Puxo o lenço mais para cima em vã tentativa de me proteger de seu olhar penetrante."Estou bem, mas se eu tiver que repetir o dia mais uma vez porq
~Verônica~A criatura tem uma aparência cinzenta, parece uma mistura de sombras e fumaça, uma pintura em tons variando entre o preto e o branco.Sua imagem é instável e vibrante. Não sei explicar.É provável que eu esteja sonhando, só em sonhos o que vejo poderia fazer algum sentido. Ela anda flutuante em minha direção. Seu toque não tem textura nem calor ou frio, é como ser tocada pelo nada."Estou sonhando?"Ela toca em meu queixo o levando para cima, não sei como consegue me fazer mover se não a sinto. Ela me rodeia, seu andar se parece com uma cobra, tanto os ombros quanto os quadris se movem para os lados a cada passo."Faz diferença?""Suponho que não", respondo. "Lucian vai ficar bem?"Ela segura uma mecha do meu cabelo, essa mecha se torna cor de cobre. Me afasto de imediato no seu toque. A presença dela me dá um certo formigar sob a pele."Ele está bem, mas a relação de vocês dois está avançando de modo diferente da linha original.""É por isso que estou voltando tanto no temp
~Verônica~Lucian levou a sério o que falou sobre conseguir passar meses no mesmo dia. Infelizmente para mim, ele estava se divertindo bastante fazendo bagunça e ferrando com a linha do tempo.Destino não apareceu mais, assim como a minha avó. Essa segunda tem as razões de estar sempre ocupada cuidando da bagunça do meu protegido.Hoje ele apareceu no meu quarto limpo, sem vestígios de sangue. Dizer que ele apareceu hoje nem faz mais sentido para mim.“Quem é Eron?”, ele me pergunta.Lucian levou a sério o que falou sobre conseguir passar meses no mesmo dia. Infelizmente para mim, ele estava se divertindo bastante fazendo bagunça e ferrando com a linha do tempo.Destino não apareceu mais, assim como a minha avó. Essa segunda tem as razões de estar sempre ocupada cuidando da bagunça do meu protegido.Hoje ele apareceu no meu quarto, limpo, sem vestígios de sangue. Dizer que ele apareceu hoje nem faz mais sentido para mim.“Quem é Eron?”, ele me pergunta.Meu corpo gela. Não faz o mínim
~Verônia~Ravenna se vira para mim com sangue escorrendo da boca para a garganta. É uma cena grotesca. Ela fala diretamente comigo:"Pode vir também, Verônica, ele é todo seu. O gosto do poder dele é alucinante, irmã.""Ela quer experimentar ele de um modo diferente, Ravenna", uma das outra fala.Um grupo de umas dez e nem uma parece minimamente incomodada.Entro no quarto tirando a primeira da minha frente pelo cabelo. As outras cercando a cama saem do meu caminho."Calma, irmã, deixe de ser egoísta, só pegamos um pouquinho de sangue, de resto ele continua intocado."Me viro para quem falou isso. Todos os xingamentos que conheço surgem em minha mente, afasto todos eles para o lado e resolvo a situação com um soco certeiro no nariz dela."Qual o seu maldito problema?", ela me pergunta e as outra se unem para ajudar e a defender contra mim.<
~Verônica~Respiro fundo mal acreditando no que acabei de ouvir."Do que está falando, Lucian?", pergunto."Você também está revivendo o dia de hoje."Fico sem reação. Ele passa um instante ponderando, tem a atenção longe de quem junta tenta resolver um enigma complicado. Parece ter conseguido."A morte das três escarlates aconteceu. Não foi um sonho", ele fala e quase respondo que sim, mas não foi uma pergunta."Do que, exatamente, você se lembra?", pergunto e sinto como se todo o sangue do meu corpo subisse para cabeça.Ele não pode se lembrar do que aconteceu entre nós. Seria por isso que ele estava agindo diferente comigo? Não, isso nem faz sentido, ele não estaria fingindo esse tempo todo. Estaria?Será que Destino também o mandou de volta?"Eu acordei no dia de ontem, lembro da sua enviada trocar meus curativos e de você precisando da minha ajuda. E lembro que fomos a julgamento", ele termina de falar.Um grande alívio faz meu sangue voltar a circular normalmente da cabeça aos p
~Verônica~Lucian saiu correndo para longe de mim. Não, estou errada. Ele não saiu correndo para longe de mim, simplesmente, ele foi atrás de algo.Sigo atrás dele tentando entender o que está acontecendo. Ele é bem mais rápido, o que acaba por dificultar a minha vida aos montes.— Lucian, você ainda está machucado, não pode sair assim por aí, está se pondo em risco — eu grito e ele não parece me ouvir.Paro um pouco para tomar fôlego. Me apoio nos joelhos e quando volto a erguer a cabeça percebo que ele está indo por um caminho ainda mais perigoso.Lucian está trilhando a saída para a fortaleza.Droga, Lucian.Espero o meu dedo e faço um pequeno feitiço de resistência. Consigo correr melhor atrás dele, ainda assim um tanto atrasada. É meio difícil de competir com um lobo daquele tamanho.Mas, mesmo ele sendo um alfa forte, está debilitado.Espero realmente que o que quer que ele esteja fazendo valha a p
Último capítulo