Mundo de ficçãoIniciar sessãoMeu nome é Isabella e sempre vivi à sombra da minha irmã, Savannah. Fui culpada pela morte da nossa mãe, odiada pelo meu pai e escondida da minha própria matilha, até que um acidente deixou Savannah em coma e, mais uma vez, fui obrigada a ocupar o lugar dela. Agora estou na Academia HighMoon, onde treinam as forças de elite, “servindo” ao príncipe lycan Aurelius, aquele lobo arrogante, grosso e selvagem. O sonho da Savannah sempre foi chegar ao trono. O meu é simples: fugir do controle do meu pai e conquistar a minha liberdade. Então, pra cada ordem envolvendo o príncipe, a minha resposta é sempre a mesma: “O príncipe me chama pra uma reunião privada? Não fui.” “Vai escolher acompanhante pro baile de Natal? Tô fora.” “Quer alguém pra esquentar a cama hoje à noite? Mais fora ainda.” Eu só não contava acabar encurralada nas paredes frias da Academia, com os olhos de lobo dele me queimando, uma mão firme no meu queixo e a outra na minha cintura. “Você realmente acha que fingir indiferença vai te salvar?”, ele rosnou contra meus lábios, fazendo meu corpo inteiro estremecer. Eu não pretendo me curvar a ele. Nós dois escondemos segredos sombrios e estamos presos num jogo que pode destruir a gente… ou nos ligar pra sempre. “Porque eu não sou quem você pensa, príncipe lycan… e um dia a verdadeira Savannah vai voltar.”
Ler maisKADENAcordei sentado contra aquela mesma árvore, ofegando e suando.Ash rugia excitado, eu precisava ver ela de novo.Depois de aparecer naquele quarto, eu consegui me conectar telepaticamente com aqueles homens que estavam rondando pela taverna, os que Darius levou.Eu ordenei que vigiassem no corredor e que a escoltassem de volta quando ela saísse lá pra fora.Eu não tive tempo de investigar onde Darius estaria, mas eu apostava minhas joias da coroa que William estava sendo punido agora mesmo.Do mesmo jeito que aconteceria com a minha Ômega rebelde.Eu me levantei e caminhei com passadas poderosas pra dentro da Academia.Eu pensei em que desculpa inventar, mas, quando entrei no salão, descobri que a minha família já tinha se retirado.O clima estava mais relaxado, Miska nem sei por onde andava, e nem me interessava. Eu vou embora dessa merda.Eu fui direto pro estacionamento onde deixei a minha motocicleta, tirando o paletó e jogando pra trás, abrindo um pouco a camisa e colocando
KADENEu estava me afogando naquela maldita festa.Eu lutava para que isso não ficasse evidente, mas como controlar meus olhos, que a procuravam o tempo todo?Eu não conseguia evitar me sentir tão ciumento do sorriso dela ao lado do William.Eu sabia muito bem que ele não tinha nenhum interesse amoroso por ela, mas, ainda assim, a minha possessividade me fazia cobiçar cada uma das reações da Savannah.Por que, ao meu lado, ela só conseguia mostrar aqueles olhos tristes que me atravessaram quando descia as escadas?Eu odeio isso, e ainda mais o fato de que, agora mesmo, ela esteja escapando dessa festa absurda com o William… e não comigo.É melhor ele não colocar ela em risco. Porra…Justo naquele momento, Miska aproveitou para continuar testando os meus limites.—Quer sair pra tomar um ar? —ela se inclinou com discrição em direção ao meu ombro, com a mão subindo numa carícia lenta pela minha coxa—. Talvez pra um lugar mais discreto…Ela articulou sem pudor, apesar de os nossos pais es
ISABELLAO nome dela escapou dos meus lábios, molhados por algumas lágrimas.Eu encarei direto aquele rosto idêntico ao meu, mas aquela expressão de falsa inocência nunca tinha estado nas minhas feições.—Pra sua desgraça, eu acordei e quero minha vida de volta —respondeu com raiva, avançando até onde eu estava de joelhos.Ela levantou a mão e eu sabia que viria o próximo castigo.Mesmo assim, eu não desviei o olhar como antes.—Onde você estava enquanto eu era atacada por aqueles renegados?!Quando ela foi me dar um tapa depois do berro, eu me endireitei o melhor que consegui, mostrando meus caninos e rosnando também, bem na cara dela.—Eu não sou sua maldita empregada!!!Ela deu um passo pra trás, congelada, mas logo um sorriso frio escondeu o espanto e o tremor na mão erguida.—Já vejo que você mudou, criou coragem, ou então acha mesmo que o príncipe vai vir te resgatar, mas adivinha só… irmãzinha —acrescentou entre dentes, como a víbora que ela era.—A verdadeira Serafina voltou,
ISABELLAA maldição de um deles me fez dar um sobressalto, assustada.Eu os vi se agacharem para verificar os furos que alguém tinha feito nos pneus.Foi de propósito, isso era óbvio.Eles discutiam que devia ser uma pegadinha, ou alguns bêbados que tinham passado por essa área antes.Eu não estava tão convencida.De repente, senti um arrepio, os pelos da minha nuca se eriçaram e eu encarei a floresta ao redor.A escuridão que espreitava, onde eu juraria que alguém estava nos vigiando.—Acho que a gente pode ir andando, ou virar lobos, estamos perto…—Ka… o príncipe disse que viria me buscar —protestei, relutante em sair dali, perto do povoado.—Então entra no carro pra ficar aquecida, aqui tá muito frio —abriram uma das portas de trás pra mim.—Mas… e vocês? —perguntei, me sentindo culpada.Eu os chamava de guerreiros, eram Alfas de grau superior, mas também estudavam na Academia, eram estudantes jovens como eu.—Vamos esperar aqui, tranquila. Se abriga aí dentro —insistiu um deles,
ISABELLAEu me assustei tanto que caí sentada de lado, sem dar a mínima pra toda a bagunça que eu deixava pelo caminho.—Isso… não… o feitiço… a ilusão… —eu olhava ele se desfazendo como uma miragem, o que me confirmava que ele não estava aqui de verdade!—Eu sei qual feitiço você usou. Sim, você me trouxe até onde você está e me enfiou dentro das suas fantasias e, bebê… isso foi quente pra caralho… que mente mais perversa você tem.O rubor subiu pelas minhas bochechas.O sorriso dele ficou predador, meu coração não parava de bater, martelando feito louco no meu peito.—A gente vai repetir isso no futuro, mas com você presa na cama —foi uma promessa cheia de sedução, mas a incredulidade não deixava eu me ligar.—Mas, Kaden…—Volta pra Academia, Savannah. Você abaixou um pouco a minha raiva, mas a gente ainda vai acertar as contas… —ele me ameaçou, ficando sério—. Lá fora, dois guerreiros de confiança estão guardando a porta, vai com eles.Ele me ordenou, desaparecendo numa névoa mágic
ISABELLAMesmo assim, eu nunca conseguia atravessar todas as minhas barreiras, nem liberar meu verdadeiro poder.Mas era tanto prazer que a dor nas minhas costas ficou soterrada sob camadas de êxtase.O rugido da besta sob o meu corpo fez os alicerces desta taverna tremerem.Ilusão ou não, aquilo realmente parecia tão real, tão especial, tão nosso...Algo grosso começou a me esticar até doer, e Deusa, que intensidade; o prazer de saber que meu macho estava me dando o nó fez cada poro da minha pele vibrar.Ofeguei por ar, mas não resisti à invasão dele: recebi dentro de mim o nó devastador e o sêmen quente que começou a jorrar bem no fundo, contra o meu colo do útero.Baixei os olhos pra ver a cena mais escura e sensual da minha vida.Kaden, se segurando com força nas correntes, a ponto de arrancar a cabeceira com os puxões, e as pernas dele também se contorciam por instinto.A cabeça dele estava inclinada pra trás, sobre o travesseiro encharcado de suor e com o cabelo prateado espalha





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