Mundo de ficçãoIniciar sessãoEu era a presa. Ele, o predador. Mas para salvar uma criança, eu aceitei viver no meu próprio inferno. Aos dezoito anos, Antonella não conhecia o amor, apenas o peso da mão de sua mãe e o olhar asqueroso de seu padrasto. Quando o cerco se fechou, ela fugiu. Sem dinheiro, sem destino, apenas com o corpo trêmulo e a alma em pedaços. Seu único porto seguro? O Vale das Sombras. O dono da mansão é Lorenzo Cavalcanti. Um bilionário implacável, dono de uma beleza sombria e um coração de granito. Ele não queria uma governanta; ele queria alguém que suportasse o silêncio de sua filha, Lara, uma criança que parou de falar quando o mundo ao seu redor desmoronou. Lorenzo foi claro: "Não me interrompa. Não suba as escadas. E, acima de tudo, não tente me decifrar." Ele é rude. Ele é arrogante. Ele a trata como uma serva invisível. Mas o que o "Ogro do Vale" não contava era com a resiliência de Antonella. Enquanto ela conquista a confiança da pequena Lara, desperta em Lorenzo um desejo possessivo e perigoso que ele tentou enterrar por anos. Mas há um problema: o passado de Antonella tem sede de sangue, e o monstro que a fez fugir está cada vez mais perto de encontrá-la. Poderá Lorenzo Cavalcanti ser a salvação dela, ou ele é apenas um tipo diferente de carrasco?
Ler maisNarrado por LíviaDois meses. Sessenta dias em que eu disse a mim mesma que Thiago era apenas uma aventura, um escape necessário da perfeição sufocante da mansão. Mas a verdade é que eu estava me viciando. Viciada no cheiro de graxa, na crueza das suas mãos e no jeito que ele me olhava, como se pudesse enxergar através de todas as minhas camadas de luxo.Eu ainda tentava esconder. Saía de madrugada, usava roupas simples, inventava desculpas. Mas o olhar de Lorenzo sobre mim estava ficando mais afiado. Ele é esperto demais para não notar o brilho diferente nos meus olhos. Ele ameaçou chamar minha mãe, Margareth, sua ex-sogra. O problema é que Lorenzo tem pavor dela. Margareth é uma mulher de ferro, difícil, que não aceita nada menos que a perfeição. Trazê-la para a mansão seria abrir os portões de um novo inferno, e Lorenzo sabia que ela seria a primeira a notar que o "mecânico" não era apenas um passatempo.Narrado por AntonellaO tempo passou como um rastro de agonia. Eu já entrava n
Narrado por LíviaA casa do Thiago era pequena, cheia de cheiro de graxa e café, mas ali eu me sentia mais segura do que em qualquer salão de mármore. Ele me deu uma camiseta dele para dormir, uma peça gasta que carregava o seu perfume amadeirado.Eu estava deitada no sofá-cama da sala, enquanto ele dormia em um colchão no chão, logo ao lado. O silêncio da vila era profundo, mas a eletricidade entre nós tornava o ar pesado. Eu não conseguia fechar os olhos. Eu o via ali, sem camisa, os músculos das costas definidos sob a luz fraca que vinha da rua. A vontade de tocá-lo, de sentir aquela pele quente e bruta, era quase insuportável.Comecei o meu jogo. "Sem querer querendo", eu me virava no sofá, deixando a camiseta subir pelas minhas coxas. Eu me espreguiçava, arqueando as costas, sentindo o olhar dele queimar sobre mim na penumbra.— Thiago... está calor aqui, não está? — sussurrei, puxando a gola da camiseta para baixo, revelando o início dos meus seios.Narrado por ThiagoEu estava
Narrado por LíviaO meu ego estava em frangalhos. A rejeição de Thiago no portão de serviço ardia mais do que qualquer insulto que eu já tivesse ouvido. Para provar a mim mesma — e talvez a ele, se ele estivesse olhando — que eu ainda era a mulher que todos queriam, aceitei o convite de Eduardo, um herdeiro de uma linhagem de banqueiros, tão fútil quanto rico.Fomos a um clube exclusivo nos limites da cidade. Eduardo estava bêbado, sua arrogância transbordando enquanto ele tentava me exibir como um troféu. Quando o clima ficou pesado e ele tentou me forçar a subir para um dos quartos privativos, percebi o erro fatal que cometi.— Eduardo, me solta! Eu quero ir embora! — gritei, tentando me livrar do aperto firme dele no meu pulso.— Você veio porque quis, Lívia. Agora para de drama e vamos.Ele me arrastou para o estacionamento deserto. Eu estava desesperada, a humilhação misturada ao medo, quando o som familiar de uma moto rasgou a noite.Narrado por ThiagoEu não deveria ter seguido
Narrado por LíviaO beijo de Thiago ainda queimava nos meus lábios enquanto estávamos escondidos atrás do portão de serviço. O cheiro de couro e asfalto dele era inebriante, algo que eu nunca encontraria nos jantares de gala da minha classe. Meu corpo estava em chamas; eu queria mais. Eu queria esquecer o peso da gravidez da Antonella, a obsessão do Lorenzo e o luto pela minha irmã.— Thiago... podemos ir para algum lugar — sussurrei, as mãos subindo pelo peito dele, sentindo os músculos tensos sob a jaqueta. — Eu quero você. Agora.Eu esperava que ele me pegasse nos braços e me levasse para qualquer lugar escuro. Eu queria uma aventura, um passatempo que me fizesse sentir viva. Mas, para minha surpresa, Thiago segurou meus pulsos com firmeza e se afastou.— Não — ele disse, a voz rouca, mas decidida.— Como? — Eu ri, achando que era uma brincadeira. — Thiago, eu estou aqui. Eu estou me oferecendo.— Você está procurando um brinquedo, Lívia. Uma distração para a sua vida de castelo —





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