A manhã na mansão começou com o som que eu mais temia: gritos. Mas não eram gritos de dor, eram de discussão. Lorenzo e uma mulher batiam boca no hall de entrada.
— Eu já disse para você ir embora, Paola! — A voz de Lorenzo vibrava, fazendo as janelas de vidro tremerem. — Você não tem mais lugar nesta casa.
— Você está sendo ridículo, Lorenzo! Aquela menina precisa de tratamento especializado, de um internato. Você não pode carregar esse fardo sozinho para sempre. Deixe-a com a sua mãe ou inter