O celular novo que Lorenzo me deu repousava sobre a mesa de cabeceira. Era um aparelho caro, moderno, muito diferente do tijolinho velho que eu tive uma vez na vida. Lorenzo disse que era apenas para "emergências e ordens", mas para mim, era um símbolo de que eu existia para o mundo de novo.
O erro foi o chip. Eu precisava de um número, e ao cadastrar meu CPF para ativá-lo, eu acabei deixando uma migalha de pão no rastro de um lobo faminto.
— Antonella! — O grito de Lorenzo veio do hall, carreg