Mundo ficciónIniciar sesiónDesde aquela noite, Eva jurou nunca mais se envolver com nenhum homem, mas mal ela sabia que o seu destino tinha sido traçado no momento em que deitou na cama do homem mais poderoso e cruel do reino. Ele é um príncipe. Acostumado com poder, respeito e mulheres que se rendem ao seu toque. Mas naquela noite, em um bar insignificante, uma simples plebeia ousou o provocar com seus olhos de esmeralda. Ela deveria ter sido apenas uma distração, um corpo a mais em sua cama. Em vez disso, o fez desejar pela proxima vez. Ela pode ser uma simples plebeia, mas despertou a obsessão de um principe arrogante, que não está disposto a tê-la apenas por uma noite e a deseja como sua concubina.
Leer másEva VolaineEntrei com o longo vestido coberto de lantejoulas brilhantes, atravessando o corredor rodeado por guardas armados. Só pessoas de alta hierarquia e de confiança do rei haviam sido convidadas. Eu não entendia como minha vida tinha chegado àquele ponto, apenas sabia que o rei Román havia traído o próprio filho, Federik, para me tomar como esposa assim que descobriu que eu estava grávida.Esse bebê, ironicamente, havia se tornado meu único escudo contra aquela família que se devorava por poder.Federik não podia fazer nada. Seu pai jamais cederia o trono, pois acreditava ser o único digno dele. Para Román, todos precisavam ser castigados por ver ele como um monstro. Em sua mente distorcida, espalhar medo era a única forma de manter respeito.Ao chegar diante dele, reprimi as náuseas que ainda me corroíam. Meu estômago revirava numa sensação horrível, enquanto dentro de mim o bebê se mexia em meio às dores das feridas ainda abertas no meu abdômen. Era grotesco: eu estava preste
Federik DunkerEu estava no escritório do meu pai, imaginando uma nova decoração. Arrancava todos aqueles objetos horríveis: ossos secos, animais empalhados… um verdadeiro circo grotesco da feitiçaria. Era nojento olhar para suas preferências, e a energia desse lugar era pesada. Um dos meus guardas entrou, fez uma reverência e anunciou:“Senhor, temos notícias do rei Román.”Esperei que fosse a notícia que eu ansiava: que ele estivesse morto.Nos últimos dias, quando fui à UTI, confirmei com meus próprios olhos que não havia chance de sobrevivência. Estava em estado vegetativo, pulso fraco, morte cerebral declarada. Quase o asfixiei com um travesseiro para acelerar o inevitável, mas estava cercado de gente. Ainda assim, os prognósticos eram péssimos, para um homem da idade dele, estar vivo já era um milagre.“Claro, diga” sorri, já antecipando a resposta que queria ouvir. “O que aconteceu com meu pai?”Fingi uma expressão abatida quando me virei para o guarda.“O rei Román está fora
FEDERIK DUNKER“Mas o que você está fazendo, idiota?” Gritou Marina, quando mandei o guarda retirar a comida da sua cela.Tinham se passado duas semanas desde a tentativa de assassinato contra o rei. Duas semanas em que Eva permanecia internada em coma, o rei Román em terapia intensiva… e Marina, transformada na minha rata de brinquedo.“Estou apenas te dando o lugar que merece por traição!” retruquei.Eva estava à beira da morte. Os ferimentos haviam perfurado vários de seus órgãos, a ponto de fazê-la morrer por alguns minutos quando foi levada ao nosso hospital privado. Os médicos conseguiram estabilizá-la, mas ela havia perdido muito sangue. Ainda não sabíamos se o bebê que carregava em seu ventre tinha sobrevivido.Meu bebê.Aquele que me daria o direito ao trono.Ainda que, com o rei Román em terapia intensiva e Eros desaparecido desde sua traição, o caminho até a coroa estivesse praticamente livre, eu não podia cantar vitória ainda. Não até ter a coroa sobre a minha cabeça.“Tra
Aurora DunkerEu não sabia exatamente quantos dias haviam se passado desde aquela noite.Ygor havia me dado tanta liberdade depois que entreguei a ele minha virgindade que nunca mais voltou a me amarrar, mas ainda assim não me deixava sair do quarto. No entanto, em um descuido, ele saiu e deixou a porta sem trancar.Naquele instante, fiquei dividida. Todos esses dias presa me fizeram perceber que não havia nada que me fizesse retornar, exceto por meus pais. Se eu voltasse, talvez me mandassem de volta para a América, onde conseguiria me estabelecer, mas meu bisavô, o rei Román, jamais permitiria. Então, me perguntei: esse sequestro era minha prisão ou, de alguma forma, a minha liberdade?Não tinha mais vontade de ir embora.Ainda assim, não desperdicei a oportunidade. Saí do quarto dos espelhos e me aventurei por corredores desconhecidos até chegar a uma escadaria subterrânea. Hesitei, mas, talvez por puro tédio, continuei. Quanto mais avançava, mais barulhos estranhos ouvia, até que,
Último capítulo