Eu ainda tentava entender direito o que estava acontecendo quando, do outro lado da linha, passou a soar uma voz feminina abafada. Parecia uma enfermeira falando de algum procedimento hospitalar.
Franzi a testa, preocupada, e perguntei:
— Antônio, o que está acontecendo? Onde você está agora?
— Haha, onde eu estaria? Estou trabalhando, claro, na empresa.
— Mentira sua. Aposto que você está no hospital, ouvi alguém aí falando de curativo agora mesmo.
— Que nada, para com isso. Estou bem, como eu