Mundo ficciónIniciar sesión— Estava pensando em você há muito tempo... — O homem murmurava ao meu ouvido. Na escuridão da noite, ele me beijava sem vergonha. Ele era meu marido, aquele que entrou para minha família. Depois de uma noite de bebedeira, acabei indo para a cama com ele, e a situação virou um grande escândalo. Por causa disso, como uma filha rica e mimada, fui obrigada a aceitar que ele, um rapaz sem nada, se casasse comigo. Por orgulho, eu o humilhava, o xingava e, sempre que podia, o fazia sofrer. Mas ele nunca se irritava, parecia sempre calmo e obediente. Quando eu comecei a gostar dele, ele pediu o divórcio. O homem, que antes era calmo e submisso, de repente se mostrou uma pessoa completamente diferente, cheia de intenções sombrias. Em um piscar de olhos, tudo mudou. Minha família caiu, e ele prosperou. O marido, que eu havia pisoteado, se transformou no meu patrocinador.
Leer másEm meio ao caos, a voz grave de George ecoou ao meu lado.— Sim, eu não consigo proteger ela. Por isso, agora estou confiando ela a você. Leve ela embora, leve ela em segurança até o centro da cidade. Não se preocupe comigo.Ao ouvir aquilo, meu coração se apertou de desespero. Balancei a cabeça com urgência:— Não, eu não quero isso, George, eu quero ficar com você.Ver aquele homem em um estado tão debilitado fazia meu coração doer profundamente.Com lágrimas escorrendo sem parar, olhei para Gustavo, tentando implorar que ele salvasse George. Mas Gustavo deliberadamente evitou meu olhar.Com os olhos baixos, ele caminhou silenciosamente em minha direção, com uma expressão um tanto fria.Fiquei ali, paralisada, sem conseguir dizer uma só palavra.Ele parou diante de mim e sorriu levemente:— Valentina, então você realmente não se lembra de mim, não é?— Não me lembro, não me lembro... Não lembro de nada da infância. — Chorando com a voz embargada, supliquei. — Gustavo, se nós fomos am
Bruno sorriu com tristeza, e seu riso foi, aos poucos, diminuindo até desaparecer por completo.Instintivamente, virei o rosto para olhar e vi que ele já havia fechado os olhos e perdido a consciência.Gustavo limpava calmamente o cano da arma.Eu o observei com o corpo todo tenso, temendo que, no segundo seguinte, ele apontasse a arma para George.Talvez ele tenha percebido minha apreensão, pois me lançou um sorriso leve:— Por que está tão nervosa? Já que eu apareci pessoalmente, não será eu quem vai tirar a vida do George. Afinal, matar ele também me causaria problema. A princípio, minha intenção era resolver isso pelas mãos do Bruno. Quem diria que ele ia enlouquecer a ponto de tentar violentar você?— Então vai deixar a gente ir embora? — Minha voz soou tensa quando perguntei.Gustavo apenas sorriu, sem responder. Se inclinou e pegou a faca que Bruno tinha deixado cair no chão.A lâmina ainda estava manchada com o sangue do George, o que a tornava especialmente chocante.Brincando
Ele sorriu sombriamente:— Ótimo, muito bom... Todos vocês a amam, um por um. Tudo bem, tudo bem... Então, agora mesmo vou matar ela! — Gritou Bruno, num surto de loucura, levantando de repente a faca na minha direção.Num instante tão tenso, se ouviu um rugido contido com todas as forças, seguido por um estrondo de tiro.A ponta da faca parou exatamente acima da minha cabeça.Vi o sangue escorrendo do abdômen de Bruno. Gustavo havia atirado diretamente em seu ventre.Fiquei atônita diante da cena, com o coração quase parando de tanto medo.— Valentina!George se aproximou de mim com passos trôpegos. Estava coberto de sangue, e seu rosto pálido transbordava terror. Assim que chegou à minha frente, caiu novamente no chão.Gritei seu nome em desespero, odiando o fato de minhas mãos estarem amarradas para trás.Enquanto isso, mesmo alvejado, Bruno se virou lentamente. Sua voz, carregada de incredulidade e profunda melancolia, se dirigiu a Gustavo:— Você teve coragem de fazer isso comigo.
Eu já havia desistido completamente de lutar. Era impossível que alguém salvasse a mim e a George.Eu olhava em silêncio para George, caído em meio a uma poça de sangue, sentindo apenas uma tristeza profunda no coração.Sempre quis fugir daquele homem, sempre o odiei. Mas, se o que ele dizia era verdade, se todos aqueles que eu julgava serem bons, na verdade, tinham seus próprios interesses e apenas me usavam...Então apenas ele... Apenas ele realmente me tratava com sinceridade. Contudo, daquela vez, eu o coloquei em perigo, eu o faria perder a vida.As lágrimas escorriam, carregadas de dor, e eu queria tanto, tanto pedir perdão a ele. Porém, as palavras morreram na minha garganta, se transformando em um silêncio amargo.George me olhou com um sorriso fraco e, apenas com o movimento dos lábios, murmurou:— Não tenha medo.Uma dor insuportável rasgou meu peito. Fitei friamente Bruno e Gustavo e disse, com voz gélida:— O que estão esperando? Me matem logo! Se têm coragem, acabem comigo
Ele caminhou na minha direção, passo a passo, com um olhar carregado de intenções, e disse:— Hmph, sabia que você era uma vagabunda promíscua. Mal consegue esperar, né?De repente, uma sensação horrível atravessou meu corpo, como se eu tivesse sido mergulhada em gelo.Gritei com a voz trêmula:— Sai! Não encosta em mim, sai daqui!— Não foi você que falou para ser rápido? Pois bem, vou te satisfazer. Assim o George vai poder ver direitinho como eu cuido de você com carinho. — Enquanto falava, ele se moveu para trás de mim. Com uma das mãos, puxou meu cabelo para baixo, com força, e com a outra arrancou bruscamente a gola da minha roupa.Senti imediatamente o frio sobre meus ombros, mas nada se comparava ao gelo que tomou conta do meu coração.— Solta ela! — George gritou como um louco, reunindo as últimas forças que tinha para se levantar e se atirar contra o Bruno.No entanto, ele foi rapidamente contido e novamente jogado ao chão pelos seguranças ao lado.Bruno beijou meu ombro e, o
— Não! — Gritei para ele, chorando, enquanto as lágrimas já haviam embaçado completamente a minha visão.Através daquele véu turvo de lágrimas, o sorriso do homem se tornava cada vez mais pálido, cada vez mais distante.Balancei a cabeça, chorando desesperadamente. Um medo indescritível tomou conta de mim, apertando meu peito até quase me sufocar.Gritei com toda a força que me restava:— George, eu não quero mais liberdade! Eu não quero mais! Por favor, não diz isso... George...Mas George já não me ouvia. Ele apenas olhou friamente para Bruno, com um olhar profundo e gelado.— O que você quer é a minha vida, não é? Eu te dou. Solta ela.— Não! Não! — Gritei, balançando a cabeça com desespero. Senti como se tivessem arrancado um pedaço do meu coração, a dor era tão intensa que eu mal conseguia respirar.Tremendo, olhei para ele e supliquei:— Não faz isso! Mesmo que você morra, ele não vai me deixar em paz! George, vai embora! Agora! Vai embora e me deixa!— Ir embora? Hahaha... — Bru





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