Capítulo 23
Dante Guimarães
Eu nunca levei mulher alguma pra minha casa.
Muito menos pra minha cama.
Nunca achei necessário. Nunca quis. Casa era território de guerra, de estratégia, de descanso vigilante. Não era lugar pra perfume alheio, pra corpo desconhecido, pra voz chamando meu nome quando eu baixasse a guarda.
Mas com ela…foi tudo diferente...
Helena atravessou todas as minhas defesas sem sequer perceber, ou fazer algum esforço.
Quando coloquei ela na cama, eu senti algo que não deveria existir. Algo que queimou como um aviso no fundo do meu peito: perigo.
Porque eu não devia sentir isso.
Eu nunca senti antes.
A força com que eu queria ela, era tão grande que beirava o descontrole, e eu não me permito perder o controle. Nunca. Nem nos dias mais violentos. Nem nas noites mais longas.
Mas ali, vendo ela deitada na minha cama, o cabelo espalhado no travesseiro, a respiração acelerada, o corpo tremendo porque me queria…
Eu soube.
Eu estava totalmente fodido.
Ela me olhou como se eu