Capítulo 35

Capítulo 35

Dante Guimarães

O sol se escondia atrás das encostas da costa amalfitana quando começamos a descida. As estradas estreitas de Sorrento serpenteavam como lâminas afiadas contornando o penhasco, e a cada curva eu sentia a tensão aumentar.

Não era medo.

Era expectativa.

Era a sensação clara de que a caça depois de tanto tempo finalmente encostava no canto.

Helena estava ao meu lado, olhando pela janela escurecida do carro como se estivesse calculando a própria respiração.

Não disse uma palavra durante todo o trajeto.

Mas não precisava.

Ela não pensava em si.

Não pensava em mim.

Não pensava em nada além do que estava prestes a fazer.

E eu sabia:

se eu vacilasse um segundo, ela se jogaria sozinha na boca do lobo.

— Dante, estamos a quinze minutos da propriedade. — A voz de Gabriel estourou no fone de ouvido do carro. — Nosso pessoal já está no perímetro. Nada do Eduardo perceber.

Helena inclinou o rosto, pegando o fone pela minha mão como se fosse dela.

— Ele tentou despistar?
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