Capítulo 37
Helena Baldin
O cheiro de pólvora ainda ardia no ar quando o disparo ecoou pela última vez.
Um som seco.
Final.
Irreversível.
Eduardo cambaleou para trás com os olhos arregalados, as pupilas dilatadas como se estivessem tentando capturar a realidade que, pela primeira vez, ele não conseguia controlar.
A boca dele se abriu.
Uma bolha de sangue surgiu no canto dos lábios.
Depois outra.
E outra.
O vermelho escorreu pelo queixo, quente, espesso, quase negro sob a luz fraca do galpão. El