— Não me faça essa pergunta. — A voz saiu baixa, densa, mais próxima de um rosnado do que de qualquer resposta. Eu estava prestes a explodir também. Mas o peso daquelas palavras… estava ali. Como uma arma engatilhada entre nós dois.
Mas Luka não recuou. Nem um centímetro. Ele avançou. Um passo. Dois. O ar entre nós ficou denso. Mortal.
Os olhos dele queimavam. O rosto era puro desprezo. A voz, quando veio, era um veneno contido entre os dentes:
— Você não percebeu o que fez? — ele rosnou, a