Ele me puxou com força. Como se fosse possível me colar nele e me proteger de tudo ao mesmo tempo. E então ele me beijou.
Meu Deus, ele me beijou. Sem delicadeza, sem ensaio, sem medo. Um beijo desesperado, bruto, salgado por lágrimas e gosto de sangue. Como se ele precisasse provar que eu ainda estava ali, que eu era real, que ele não tinha perdido tudo.
Eu chorei contra os lábios dele. Senti o rosto dele molhado também.
— Eu te amo. — Ele sussurrou, colado à minha boca, a voz rouca, quebr