Ele me puxou com força. Como se fosse possível me colar nele e me proteger de tudo ao mesmo tempo. E então ele me beijou.
Meu Deus, ele me beijou. Sem delicadeza, sem ensaio, sem medo. Um beijo desesperado, bruto, salgado por lágrimas e gosto de sangue. Como se ele precisasse provar que eu ainda estava ali, que eu era real, que ele não tinha perdido tudo.
Eu chorei contra os lábios dele. Senti o rosto dele molhado também.
— Eu te amo. — Ele sussurrou, colado à minha boca, a voz rouca, quebrada. — Porra, Sfântă mea, eu te amo. Eu procurei você, eu jurei que se te encontrasse de novo, nunca mais deixaria você ir.
— Me perdoa. — As palavras saíram emboladas nos soluços. — Me perdoa por ter fugido. Eu tava com medo… Eu… Eu também te amo, Alexey. Eu te amo tanto que dói.
Ele encostou a testa na minha, os olhos fechados, respirando como se o ar do meu corpo fosse o único que ele precisava.
As mãos dele desceram pelo meu corpo, como se quisessem verificar se eu estava inteira, viva. Q