Mundo de ficçãoIniciar sessãoMalrik é um homem moldado para a violência. Seu dom é matar. No Hospital Wayne Memorial, ele e seus irmãos comandam vida e morte de pessoas comuns a mafiosos. Alita é uma mulher marcada pela violência. Cega e submissa ao pai, ela vive pelo momento em que poderá viver em paz com sua irmãzinha. Pode ter nascido no berço da máfia italiana, ela não pode escolher seu marido. Malrik Kaelen Wayne foi o escolhido por seu pai. Mas há um segredo entre eles que pode levar esse casamento a uma guerra. Venha acompanhar Malrik e Alita nesse conturbado e apaixonante casamento arranjado.
Ler maisAlitaMuitos anos depois...Como toda sexta-feira, o motorista da família Wayne e os dois seguranças me levam até a Catedral de Santa Alva. Pelo caminho minha memória traz lembranças da primeira vez que entrei ali. Depois daquele dia, foram tantas as vezes que entrei e sai desse lugar.Ao passar pela porta vejo meu pai sentado no primeiro banco, bem perto do altar. Me aproximo devagar e digo:— Eu quero me confessar.Ele dá um sorriso cumplice.— A levarei até o confessionário, criança.O segui em silêncio. Esse é o nosso código para quando tem uma vítima e preciso me transformar em Alva.Meu pai verdadeiro é um homem bonito. Tem pouco mais de cinquenta anos. Olhar para ele assim, de batina, sempre me faz pensar em como ele e minha mãe se envolveram. Eu sei que ele não era padre na época, mas minha mente só desenha cenários estranhos quando o vejo de batina. Também sabemos que é errado o que fazemos na igreja, mas espero que o deus dele entenda. E aceite de bom grado tudo que estamos
AlitaO primeiro lugar onde fomos para foi o Hospital Wayne Memorial. Celeste e eu passamos por exames para saber se estávamos bem. Cansada de tudo isso, decidi usar esse incidente para revelar que recuperei a visão. Não quero mais me passar por cega. Chega de me limitar.O tempo todo Celeste ficou com Lance. Não quis me ver, e respeitei seu desejo.Depois de confirmado que tudo está bem comigo e com o bebê, Malrik me levou para ver o meu pai.Meu peito dói vendo meu pai deitado na cama de hospital, com o rosto abatido e machucado.Ele abre os olhos e estende a mão. Me aproximo e seguro, apertando forte.— Me perdoe por levar tudo isso até você, pai. Eu nunca devia ter te procurado.— Ei! Não diga isso. A melhor coisa que me aconteceu foi você me encontrar, minha filha. Eu amo você. E sabemos que nenhum de nós tem culpa das crueldades de outros. Nunca diga isso e nunca se afaste de mim. Eu te proíbo.— Está bem. — Limpo as lágrimas que escorrem.Malrik me contou com ele está fora de p
AlitaDurante mais de uma hora aquilo fica passando na minha frente. Os sons são apavorantes e as imagens pior ainda. Fecho os olhos, mas não adianta muito, sei exatamente o que significa os sons. É tão doloroso confirmar quantos monstros podem existir no mundo, as crueldades que adultos podem fazer contra crianças, quando eles mesmos já foram tão pequenos, frágeis e inocentes como suas vítimas. Isso não é justo. É revoltante.De repente noto que o barulho de Celeste cessa no quartinho onde está presa e fico com medo que esteja mal. Ela pode ter desmaiado, ter se machucado. Deus! Eu preciso me soltar.Foco em me libertar, mas qual não é a minha surpresa quando ela parece na minha frente com seu vestido de princesa todo sujo, rasgado e uma arma na mão. Meu olhar encontra um dos homens do Bernardi dormindo em um sofá velho perto do buraco por onde ela passou. Pelo jeito, ele devia estar guardando a prisioneira bem mal. Celeste conseguiu fazer um buraco na madeira e saiu sem que ele ou e
AlitaNão reclamo do excesso de cuidado de Malrik. Significa que ele se preocupa comigo e com nossa família. Mas oito seguranças... Isso é demais. Foi isso que pensei enquanto passeava com minha empolgada irmã pelo parque de diversões e via os homens de preto tentando ser discretos enquanto fazia nossa segurança.Depois de mais tempo que meus pés aguentam, rodando o parque e experimentando brinquedos, foi bem difícil convencer minha irmã que já chega de parque. Ela fez birra, mas aceitou. Segundo ela, não tem problema porque tio Lance depois deixa ela ficar mais tempo. Ele é o melhor. Pois é, o meu cunhado tem uma fã de carteirinha.Seguimos direto para a igreja com ela tagarelando sobre o passeio que fará com o tio Lance.Estamos indo para a igreja porque decidi contar hoje para meu pai que ele será avô. Com todo o murmuro do Bernardi sendo caçado pela polícia, o colégio exposto, eu descobrir o motivo pelo qual meu “pai” quis tanto me casar. O desgraçado me fez prisioneira em meu pró
Último capítulo