O som foi ensurdecedor. Mas Alexey se moveu de forma tão rápida que o disparo passou por ele como se ele fosse uma sombra. Ele já estava desarmando o homem, uma arma preta e enorme aparecendo na sua mão, algo que eu não fazia ideia de onde ele havia tirado. Ele atirou, e o capanga que tentava matá-lo caiu no chão com um estalo abafado.
A briga começou então, uma luta feroz. O outro capanga tentou também, mas Alexey foi mais rápido, mais implacável. Socos, chutes, gritos, os dois rolando pelo chão, sangue espirrando por todos os lados.
Foi tudo um borrão. A confusão tomou conta de mim. Eu sabia que precisava me mover, mas a visão da luta estava me paralisando, o caos me engolindo. E era agora ou nunca.
Foi quando eu vi uma brecha.
Eu me agachei, tentando fugir do alcance, enquanto os homens se batiam. Meus pulsos ainda estavam atados, mas com a atenção do pai voltada para a luta, eu consegui deslizar para o lado, quase sem fôlego. Mas então o meu pai me viu. Ele me viu e, em um m