Mundo ficciónIniciar sesiónO PASSADO: Um verão. Dois inimigos hereditários. Uma paixão proibida que os destruiu. O PRESENTE: Ela voltou. Ele é seu chefe. E os gêmeos que ela esconde carregam os olhos azuis e o sorriso devastador dele. A REGRA: Mantê-lo longe dos filhos. Não cair novamente em sua cama. A FALHA: Uma noite. Um escritório vazio. E a promessa de que seria a última vez… Arabella Sinclair fugiu de Silverwood grávida e com o coração despedaçado, acreditando que Vincent Harrington a havia abandonado. Seis anos depois, volta para recomeçar… e descobre que seu novo chefe é ele. Vincent não é mais o rapaz que a fez suspirar. Agora é um CEO bilionário, frio e cheio de rancor. Mas a química entre eles continua letal. Quando ele descobre a verdade sobre os gêmeos, a guerra está declarada. Ele quer a guarda. Ela quer protegê-los a qualquer custo. O problema? A atração é mais forte que o ódio. E cada confronto no escritório termina da única forma que sempre terminou: com os dois se devorando. Só que alguém os observa. Alguém que já os destruiu uma vez… e não descansará enquanto não conseguir terminar o serviço.
Leer más— Continue respirando, Arabella. Falta pouco agora.
Como era possível que o momento mais feliz da minha vida fosse também tomado por tanta tristeza e solidão?
A sala do hospital era iluminada por uma luz branca e fria, mas, dentro de mim, tudo parecia arder em chamas.
A dor vinha em ondas, fazendo minhas mãos agarrarem com força os lençóis da cama hospitalar, enquanto eu tentava regular minha respiração conforme me instruíam.
Meu pai era o familiar que estava ao meu lado, segurando forte a minha mão, sendo o meu porto seguro. A presença dele era essencial, era o que fazia eu me sentir protegida e acolhida.
Mas nada apagava o vazio da ausência de quem deveria estar ali.
Do pai daqueles bebês.
Do homem que eu havia amado. E que havia nos rejeitado.
— Está quase lá, só mais um pouco — a médica disse, com a voz tranquila de quem já estava bem acostumada a ver mulheres naquela situação.
— Vamos lá, filha, você é forte — meu pai falou baixinho ao meu lado.
Queria acreditar nele.
Precisava acreditar nele.
Porque ser forte, para mim, não era mais uma opção. Foi a mais vital das necessidades desde o momento que descobri estar grávida e entendi que estaria sozinha para criar aquela criança.
Ou melhor: aquelas crianças, já que logo fui surpreendida com a notícia de que teria gêmeos. Um menino e uma menina.
A dor dessa lembrança, do abandono do homem que amei e que acreditei que também tivesse algum sentimento por mim, queimava mais do que qualquer contração.
— Eu não consigo, pai — falei, em um sussurro desesperado. — Eu não consigo fazer isso sozinha.
Ele apertou minha mão com ainda mais força.
— Consegue sim, Arabella. Esses bebês têm a mãe mais forte e corajosa que podiam ter. Agora, concentre-se neles. Vai dar tudo certo.
Outra onda de dor me atingiu e lágrimas escaparam dos meus olhos sem que eu pudesse contê-las.
A médica anunciou que era hora de empurrar, e foi o que eu fiz. Em meio à dor, senti a mão do meu pai deslizando sobre os meus cabelos, em um gesto carinhoso que me remeteu à minha infância.
Então o som de um choro ecoou pela sala, e a primeira onda de alívio atingiu o meu peito. Toda a dor pareceu desaparecer por um momento, sendo substituída pela emoção mais avassaladora que eu já havia sentido na vida.
— É a nossa menina... — meu pai falou, emocionado, dando um beijo no alto da minha cabeça.
— Sua garotinha nasceu, filha.
Uma enfermeira segurou o primeiro bebê diante de mim, e eu ri em meio ao choro, tentando absorver o máximo da visão dos traços tão delicados e perfeitos da minha filha.
Mas não me deixaram olhá-la por muito tempo antes de levá-la para os primeiros cuidados. E outra contração pareceu rasgar o meu corpo, anunciando que meu outro bebê também estava a caminho.
Voltei a empurrar, com toda a força que tinha, até ouvir o som de um novo choro.
Lágrimas correram livres pelo meu rosto e eu admirei o meu garotinho. Tão frágil, tão pequeno... tão lindo.
Segurei os dois, cada um em um dos meus braços, e o calor daqueles dois corpinhos junto ao meu fez o meu coração transbordar com o amor mais potente que eu poderia imaginar que qualquer pessoa seria capaz de sentir na vida.
— Oi, meu amor... — sussurrei, passando meus olhos de um para o outro. — Oi, minha vida...
Os olhinhos deles mal abriam. Suas mãozinhas eram tão minúsculas. Seus corpinhos eram tão frágeis.
Ainda assim, tê-los em meus braços me trazia tanta força.
— Eu estou aqui — voltei a sussurrar para os dois. — Não importa o que aconteça, eu sempre estarei aqui. Vocês nunca estarão sozinhos. Nós nunca estaremos sozinhos, porque nós três somos um time agora.
Meu pai voltou a beijar a minha cabeça, admirando os netos e repetindo o quanto eram lindos.
E eu fechei os olhos por um momento, repetindo para mim mesma aquelas palavras que disse aos meus bebês.
Tudo ia ficar bem. Eu ia criar os meus filhos com a ajuda e o apoio do meu pai, e eles cresceriam felizes e saudáveis.
Toda a dor tinha ficado para trás. Agora só havia amor.
O amor mais puro e potente que poderia existir.
Um amor que nenhum abandono poderia apagar. Mas eu não consegui deixar de pensar em se, algum dia, o poderoso Vincent Harrington entenderia a dimensão de tudo o que deixou para trás. De tudo o que deixava de viver naquele momento ao meu lado.
E de, involuntariamente, recordar de todos os acontecimentos que tinham me levado até ali.
De tudo o que, agora, parecia pertencer a outra vida.
Ao verão em que tudo começou.
Arabella Sinclair:— Essa coisa de fazer sexo com alguém sem compromisso algum foi totalmente nova para mim. Eu acreditei que pudesse lidar com isso melhor do que estou lidando.— E como você está lidando?— Meu coração está doendo. Porque eu vou sentir a sua falta.Para alguém que tentava ser sutil no que confessava, talvez eu tivesse ido um pouco além na minha última resposta.Tentei corrigir isso.— Ao contrário do que a sua tia te disse, você não tem que se responsabilizar pelo que outras pessoas sentem por você, Vincent. A não ser que você tivesse alimentado falsas expectativas em mim, o que não aconteceu. Você foi honesto comigo o tempo todo. Era só sexo.— Você sabe que foi muito mais do que só sexo para mim, não é?Sorri de form
Arabella Sinclair:Estacionei pouco atrás do carro de Vincent e desci da caminhonete, olhando para o pequeno e charmoso chalé cercado por um lindo jardim.— E aí, o que achou? — Vincent perguntou, se aproximando e parando ao meu lado.— Que você ainda nem ficou milionário e já está comprando imóveis? — brinquei.Ele riu.— Não é meu, é dos pais da Ash. Ela me emprestou as chaves para eu te trazer para cá. Vem.Ele segurou a minha mão, guiando-me até a entrada. Fiquei sem fala por alguns instantes, tentando processar aquela informação.— Espera, a Victoria o quê? Ela sabe? Sobre nós?— Sabe. Ela e o Alexander. Mas não fui eu que contei, eles que perceberam. Na verdade, eu tenho quase certeza de que foi ela que percebeu primeiro e apenas deu u
Vincent Harrington:Um enorme sorriso surgiu em seu rosto e, desta vez, foi ela quem me beijou. Eu a segurei em meus braços, erguendo-a no chão, e teria girado com ela por todo aquele estreito banheiro se não fosse pela necessidade de nos manter próximos à porta para evitar que alguém entrasse e nos flagrasse juntos ali.— Isso é maravilhoso, Vincent. Parabéns!— Obrigado. Isso... parece um sonho, sabe? Trabalhamos tanto nesse projeto. Sabemos do potencial dele, mas não tínhamos a grana alta para os investimentos necessários para que desse certo. E agora...— Agora será um sucesso e isso vai firmar a empresa de vocês.— Vai. Meu Deus, Arabella, se tudo der mesmo certo, o retorno será surreal. A vida dos meus pais e da tia Catherine melhorou muito com a oficina, e a poupança para a fac
Vincent Harrington:Tia Catherine viria com os papos sobre responsabilidade emocional.E Logan era... o Logan.Sendo assim, me permiti contar:— Isso precisa ser segredo. Quanto menos gente souber, menos chances de chegar aos ouvidos da Eleanor.— Jamais contaríamos nada a ninguém, Vincent — Victoria declarou. — Mas, agora que compartilhamos contigo o seu segredo, nos conte: como vocês pretendem fazer de agora em diante? Soubemos que ela vai embora amanhã.— De agora em diante cada um segue a sua vida.Os dois dividiram a mesma expressão de desânimo.Expliquei o que para mim era óbvio. Ou, ao menos, deveria ser.— Temos vidas bem diferentes. É meio estranho, porque eu nunca passei tanto tempo com uma única garota, mas já sabíamos que seria apenas durante o verão.










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