Mundo de ficçãoIniciar sessãoAurora Ávila jurou que nunca mais pisaria na empresa responsável por destruir sua família. Henrique Montes jurou que jamais permitiria que alguém escolhesse seu destino. Mas um contrato muda tudo. Para salvar o pai e impedir que sua família perca tudo, Aurora aceita se casar com o homem que mais odeia. Durante um ano, ela será a esposa do CEO mais frio e arrogante de Boston. Só existe um problema. Henrique não faz ideia de que a mulher com quem foi obrigado a casar é a mesma jovem que um dia amou. Depois de um acidente que apagou parte de suas lembranças, ele passou a acreditar em uma versão do passado construída por outra mulher. Enquanto um casamento sem amor se transforma em uma guerra dentro da mesma casa, mentiras enterradas começam a vir à tona. No centro de todas elas está Lara, a mulher perfeita aos olhos de Henrique… e a única pessoa que sabe o que realmente aconteceu. Disposta a proteger seus segredos a qualquer custo, ela fará de tudo para impedir que Henrique recupere as lembranças que podem destruir tudo o que ela construiu. Agora, Aurora precisa decidir: suportar as humilhações para salvar sua família… ou desistir do homem que acredita ser o responsável por arruinar sua vida. Mas o que acontece quando o ódio começa a se confundir com o desejo… e cada nova descoberta muda tudo o que eles acreditavam ser verdade? Ela nunca esqueceu o homem que amou. Ele esqueceu a única mulher que realmente amou. Mas a maior mentira de todas ainda permanece enterrada no passado.
Ler maisPOV: Aurora O silêncio durou apenas alguns segundos. Depois, os flashes explodiram por todos os lados. Raul Montes abriu um sorriso satisfeito antes de voltar sua atenção para a imprensa. — Senhoras e senhores… Fez uma breve pausa. — Tenho a honra de apresentar oficialmente a futura senhora Montes. Meu nome ecoou pelo auditório logo em seguida. — Aurora Ávila. As câmeras voltaram-se completamente para mim. Respirei fundo. E caminhei até o palco. Cada passo parecia mais pesado que o anterior. Quando finalmente parei ao lado de Henrique, pude sentir dezenas de lentes apontadas para nós. Raul aproximou-se do microfone novamente. — Tenho o prazer de anunciar o noivado desse casal. Os aplausos começaram imediatamente. Fotógrafos gritavam instruções ao mesmo tempo. — Senhor Henrique, mais para a direita! — Senhorita Aurora, olhe para cá! — Um sorriso, por favor! Antes que eu pudesse reagir, senti uma mão envolver delicadamente minha cintura. Meu
POV: Aurora Assim que atravessei as portas de vidro da Montes Corporation, percebi que o prédio inteiro parecia diferente. Funcionários caminhavam de um lado para o outro carregando pastas. Seguranças conversavam pelos rádios. Homens de terno ajustavam equipamentos de som. Tudo acontecia rápido demais. Como se aquele anúncio fosse um dos acontecimentos mais importantes da empresa. Talvez fosse. — Senhorita Aurora? Virei o rosto. Uma jovem de cabelos castanhos aproximou-se apressada. — Sim? — Por favor, me acompanhe. A senhora Bianca Castelli já está esperando. Assenti em silêncio. Seguimos pelos corredores até um camarim improvisado próximo ao auditório principal. Assim que a porta se abriu, encontrei uma mulher ruiva organizando vestidos, sapatos e uma quantidade absurda de maquiagens espalhadas sobre uma bancada. Ela levantou os olhos. Sorriu imediatamente. — Finalmente. Caminhou até mim sem qualquer cerimônia. Observou meu rosto. Meu cabelo
POV: Aurora Respirei fundo e recostei a cabeça na cadeira. Pela primeira vez em muitos dias, consegui sentir um pequeno alívio. O tratamento do meu pai finalmente tinha começado. Os funcionários haviam recebido os salários atrasados. Os telefonemas dos credores diminuíram. A empresa ainda estava longe de se recuperar. Mas, pelo menos… Ela continuava de pé. Meus olhos se fecharam por alguns segundos. Tudo aquilo tinha um preço. Minha liberdade por um ano. Sorri sem humor. Que ótimo negócio, Aurora. Balancei a cabeça. Não adiantava pensar nisso agora. Peguei uma das pastas sobre a mesa. — Vamos trabalhar. Duas batidas suaves interromperam meus pensamentos. — Pode entrar. A porta se abriu. Sorri automaticamente. — Adrian… Ele entrou com a mesma tranquilidade de sempre. Elegante. Discreto. — Como você está? Dei de ombros. — Sobrevivendo. Os olhos dele percorreram rapidamente minha sala. Depois voltaram para mim. — E seu pai?
POV: Henrique Quando entrei no carro, ainda podia sentir meu rosto arder. Nunca imaginei levar um tapa. Muito menos de uma mulher como essa. Passei em casa apenas o tempo suficiente para trocar de roupa. Depois segui direto para o lançamento da nova tecnologia da Montes Corporation. O projeto era meu. A negociação tinha sido minha. Cada detalhe daquele lançamento carregava minha assinatura. Era mais uma prova de que ninguém conhecia aquela empresa melhor do que eu. O trânsito me fez chegar alguns minutos depois do horário previsto. O que detestava. Assim que desci do carro, os flashes começaram. Respondi algumas perguntas rápidas da imprensa. Cumprimentei investidores. Sorri para fotógrafos. Tudo no automático. Quando entrei no salão principal, uma cena chamou minha atenção. Meu avô. Adrian. E alguns dos principais acionistas da empresa. Conversando como velhos conhecidos. Franzi a testa. — O que ele está fazendo aqui? Murmurei para mi





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