— Continue respirando, Arabella. Falta pouco agora.Como era possível que o momento mais feliz da minha vida fosse também tomado por tanta tristeza e solidão?A sala do hospital era iluminada por uma luz branca e fria, mas, dentro de mim, tudo parecia arder em chamas.A dor vinha em ondas, fazendo minhas mãos agarrarem com força os lençóis da cama hospitalar, enquanto eu tentava regular minha respiração conforme me instruíam.Meu pai era o familiar que estava ao meu lado, segurando forte a minha mão, sendo o meu porto seguro. A presença dele era essencial, era o que fazia eu me sentir protegida e acolhida.Mas nada apagava o vazio da ausência de quem deveria estar ali.Do pai daqueles bebês.Do homem que eu havia amado. E que havia nos rejeitado.— Está quase lá, só mais um pouco — a médica disse, com a voz tranquila de quem já estava bem acostumada a ver mulheres naquela situação.— Vamos lá, filha, você é forte — meu pai falou baixinho ao meu lado.Queria acreditar nele.Precisava a
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