Mundo de ficçãoIniciar sessãoEla passou a vida tentando ser levada a sério. Ele passou a vida fingindo ser alguém que o mundo pudesse amar. Quando uma chef talentosa, ainda lutando por reconhecimento, aceita ir a uma festa que não combina com ela, a última coisa que espera é encontrar alguém que a faça esquecer o resto do mundo. Misterioso, leve e absurdamente fácil de conversar, ele parece… normal demais para aquele lugar. Até deixar de ser. Dias depois, o reencontro acidental vira rotina. Conversas viram conexão. E o que começa como algo leve rapidamente se transforma em algo perigoso — porque enquanto ela se apaixona pelo homem que acredita conhecer, o mundo inteiro já sabe exatamente quem ele é. Um dos cantores mais famosos do país. Intocável. Impecável. E completamente fora do alcance dela. Quando fotos dos dois vazam e sua vida vira um espetáculo público, ela se vê diante de uma escolha impossível: desaparecer… ou aceitar um contrato que pode mudar tudo. Um relacionamento falso. Regras claras. Nenhum envolvimento emocional. Mas quanto mais eles fingem, mais difícil se torna separar atuação de verdade. E quando sentimentos reais ficam cada vez mais intenso em um acordo construído sobre mentiras, alguém sempre pode sair machucado.
Ler maisPedro ficou parado na entrada da cozinha por alguns segundos, como se estivesse tentando entender se aquela cena era real ou algum tipo de delírio provocado pelo estresse. Gabriel segurando uma espátula. Maya rindo. Os dois descalços, próximos demais, felizes demais. A tensão tomou conta do ambiente tão rápido que Maya sentiu o estômago apertar imediatamente. Ela abaixou o olhar instintivamente, mexendo distraidamente na xícara de café apenas para fazer alguma coisa com as mãos. Gabriel passou a mão pela nuca devagar, um gesto que Maya já a reconhecia como nervosismo.Pedro finalmente fechou a porta atrás de si sem desviar os olhos dos dois. O silêncio ficou pesado, quase sufocante, até que ele soltou uma risada curta, completamente sem humor.— Entendi.Ninguém respondeu. Gabriel parecia procurar alguma coisa para dizer, mas até ele parecia perceber o absurdo daquela situação. Porque poucas semanas atrás ele e Maya mal conseguiam passar dez minutos no mesmo ambiente sem discutir. Ago
A primeira coisa que Maya sentiu ao acordar foi o calor do corpo de Gabriel ainda envolvido no seu com firmeza, como se durante a noite ele a tivesse puxado ainda mais para perto inconscientemente. A cabeça dela permanecia apoiada sobre o peito dele, escutando as batidas lentas e estáveis do coração que algumas horas antes estavam aceleradas pelo pesadelo. A luz suave da manhã atravessava as cortinas parcialmente abertas do quarto, espalhando tons dourados pelas paredes, e o silêncio do apartamento parecia tranquilo, confortável. Mas Maya não tinha dormido tão tranquilamente quanto aparentava. Depois que Gabriel voltou a dormir em seus braços, ela ficou acordada por muito tempo encarando a escuridão, ouvindo as palavras dele ecoarem dentro da própria cabeça.Ana.Não me deixa.Por favor.Ela tentou não pensar demais naquilo. Tentou se convencer de que todo mundo tinha fantasmas, que todos carregavam partes dolorosas da própria vida que preferiam esconder. Mas a verdade era que agora e
Maya acordou de repente, o coração disparado antes mesmo dela entender o motivo. O quarto estava escuro, iluminado apenas pelos reflexos azulados da cidade entrando pelas frestas da cortina. Por alguns segundos, ela permaneceu imóvel, tentando entender o que tinha interrompido seu sono.Então ouviu de novo. Um som baixo, uma voz rouca.Gabriel.Ela virou lentamente o rosto para o lado, ainda sonolenta, e encontrou ele deitado ao seu lado, os lençóis parcialmente embolados em sua cintura. O peito subia e descia rápido demais, como se estivesse correndo dentro do próprio sonho. As sobrancelhas estavam franzidas, o maxilar tensionado, e havia uma lágrima escorrendo lentamente pelo canto do rosto dele.Maya se ergueu um pouco na cama imediatamente, o sono desaparecendo por completo.— Gabriel...?Ele não respondeu. Continuava dormindo ou preso em algum lugar muito distante dali. A respiração dele ficou mais pesada outra vez e então as palavras começaram. Fragmentadas. Confusas. Quase suss
Gabriel continuou beijando Maya como se esquecê-la fosse impossível. A água ainda escorria pelos dois quando ele segurou sua cintura com firmeza e a puxou para mais perto, fazendo Maya prender a respiração outra vez. O calor do corpo dele contra o seu parecia apagar qualquer pensamento racional que ainda tentasse existir dentro dela. O banheiro estava tomado pelo vapor, o vidro do box completamente embaçado, as respirações dos dois cada vez mais descompassadas. Maya passou os dedos pelos cabelos molhados dele, puxando Gabriel de volta para sua boca quando ele desceu os beijos lentamente por seu pescoço. Ela sentia o coração disparado, o corpo inteiro quente, e o pior era perceber que não queria que aquilo acabasse.Gabriel segurou o rosto dela entre as mãos por alguns segundos, encarando Maya daquele jeito intenso que sempre fazia ela perder completamente a capacidade de pensar direito.— Você faz ideia do quanto eu pensei em você hoje? — ele perguntou baixo.Maya tentou responder, ma










Último capítulo