O apartamento de Maya estava silencioso, não um silêncio confortável daqueles que abraçam. Era um silêncio que evidenciava tudo o que ainda ecoava dentro dela. Ela fechou a porta com o pé, deixou a bolsa cair no sofá sem olhar e permaneceu no meio da sala por alguns segundos, imóvel, como se o corpo tivesse chegado antes da consciência porque a mente já estava em outro lugar. Ela puxou o celular quase no automático. Desbloqueou, a tela acendeu, branca demais para aquele ambiente meio escuro. N