O apartamento ainda estava escuro quando Ashiley acordou. Não foi um barulho que a despertou, mas a sensação de estar sendo observada. Ela se mexeu devagar e encontrou Gustavo acordado, de lado, apoiado no cotovelo, olhando para ela como se estivesse contando as próprias respirações.
— Há quanto tempo você está acordado? — ela perguntou, a voz baixa, ainda embalada pelo sono.
— Tempo suficiente pra decidir que não vou sair de perto de você hoje — ele respondeu.
Ashiley sorriu, mas percebeu a tensão por trás do tom tranquilo. Passou a mão pelo rosto dele, sentindo a barba por fazer.
— Aconteceu alguma coisa?
— Nada ainda — ele disse. — E é isso que me incomoda.
Ela se aproximou mais, encaixando o corpo no dele. O toque foi natural, íntimo, quase automático. Gustavo fechou os olhos por um segundo quando sentiu a perna dela se acomodar sobre a sua.
— Você fica assim quando está preocupado — ela murmurou.
— Fico assim quando sinto que alguém está chegando perto demais do que é meu.
Ela ab