O prédio inteiro parecia em alerta quando Gustavo entrou na sala de segurança. Telas ligadas, imagens congeladas, rostos tensos. Heitor estava de pé, braços cruzados, expressão fechada. Não era bom sinal.
Ashiley parou ao lado de Gustavo. Sentiu a mão dele tocar a dela de leve, firme, como um aviso silencioso de que o que viesse a seguir não seria simples.
— Fala — Gustavo disse. — Sem rodeios.
Heitor respirou fundo.
— A câmera do corredor não foi instalada por funcionário da casa. Nem por fornecedor.
Pausa curta.
— Foi alguém autorizado por você.
O silêncio caiu pesado.
Ashiley sentiu o estômago afundar.
— Autorizado como? — Gustavo perguntou, a voz baixa demais para ser casual.
Heitor virou uma das telas. Um registro apareceu. Data. Horário. Nome.
— O acesso foi liberado como “manutenção emergencial”.
Ele apontou para o nome.
— Pedido feito por… Helena.
Ashiley sentiu o ar sumir dos pulmões.
— A assessora? — ela perguntou, incrédula.
Heitor assentiu.
— Dra. Helena Carvalho.
— Ela pe