A noite avançou sem barulho. Do lado de fora, a cidade seguia como se nada estivesse fora do lugar. Dentro do apartamento, o tempo parecia suspenso.
Gustavo estava sentado à mesa da sala com o notebook aberto, a tela refletindo nos olhos atentos. Ashiley caminhava descalça pelo espaço, ainda sentindo o corpo dele na pele, o cheiro dele preso na memória recente. Nenhum dos dois conseguia fingir normalidade.
— Você não vai dormir — ela disse, encostando no batente da porta.
— Não hoje — ele respo