O tempo seguia lento dentro da segunda Casa Raízes, mas do lado de fora o mundo nunca parava. A pequena cidade começava a falar sobre o que se passava atrás dos muros coloridos, e nem sempre as vozes eram de acolhimento. Nos cafés, nos bancos da praça, nas conversas de esquina, cresciam rumores de que o lugar “corrompia meninas”, de que “mulheres rebeldes não aprendem boas maneiras”, de que “aquilo era obra de gente que queria aparecer”.
Clara escutava esses ecos como se fossem pedras jogadas c