O estúdio envidraçado do programa matinal mais assistido do país parecia respirar junto com a audiência. Tudo era milimetricamente calculado: a luz suave nos rostos, o fundo levemente desfocado, a música ambiente que dava uma falsa sensação de conforto.
Mas Amanda Costa não estava ali para ser agradável.
Sentada numa poltrona sóbria, sem joias, sem brilho excessivo, com um vestido cinza-grafite que contrastava com o calor do estúdio, ela exalava algo mais difícil de manipular do que aparência: