A sala de Vitória Mancini era um túmulo iluminado por fogo.
A lareira estalava como se mastigasse os ossos de uma história queimada. Do lado de fora, a tempestade cortava o céu em aço. Raios riscavam a baía como se o universo ecoasse a fúria contida naquela mulher parada diante da janela, onde seu reflexo a observava com olhos de juíza e carrasca.
O império balançava. Mas Vitória não caía. Ainda não.
— Eles acham mesmo que vão apagar minha história com discursos bonitos e caridade digital? — su