Amanda
Às vezes, nas noites mais calmas, quando o mundo inteiro parece conter a respiração e até o relógio silencia, Amanda se permite lembrar.
Não das dores cortantes, embora elas estejam ali — adormecidas, mas jamais apagadas.
Ela se permite lembrar das cicatrizes que a formaram. Das noites em que dormiu sozinha com a alma em carne viva, e das manhãs em que acordou com a esperança mastigada, mas ainda assim intacta.
A casa repousa ao redor, serena, como um organismo vivo feito de amor, madei