O coquetel da Associação Empresarial de Investidores do Sudeste era uma encenação de poder. Um teatro de máscaras caras, com sorrisos de porcelana e olhares de aço escondidos sob maquiagem de luxo. Cristais tilintavam no ar, risadas eram ensaiadas, e as alianças políticas dançavam entre goles de champanhe francês.
Amanda Costa atravessava aquele salão como uma ameaça silenciosa. Vestia um azul petróleo que não pedia atenção — tomava. A postura ereta, o olhar firme, os passos contidos mas seguro