A manhã começou com o som suave da chuva batendo no telhado.
Era o tipo de chuva que não incomodava — só pedia silêncio e calma.
Mila levantou devagar, vestiu um moletom velho e foi até a cozinha.
Blerim já estava lá, mexendo a panela com a familiar expressão de quem levava a sério até a tarefa mais simples.
— Bom dia — disse ela, apoiando o queixo no ombro dele.
— Bom dia, escritora. — Ele virou o rosto e beijou sua têmpora. — Dormiu bem?
— Dormi. — Ela respirou fundo. — É impossível não dormi