Os dias seguintes correram num ritmo calmo, como se até o tempo tivesse aprendido a respeitar o silêncio bom da casa.
A reforma do galpão avançava.
Blerim, com o avental manchado de tinta e madeira, passava as manhãs entre pregos e martelo, falando sozinho com as prateleiras como se fossem velhas conhecidas.
Mila o observava pela janela da cozinha enquanto passava pano na mesa ou organizava potes de vidro recém-esterilizados.
Às vezes anotava algo no caderno de rascunhos.
Às vezes só sorria.
Na