O hospital dormia em silêncio.
Os corredores, ainda úmidos do vapor da madrugada, cheiravam a café velho e éter.
Rose entrou devagar, o corpo coberto de chuva seca e poeira, os passos pesados, mas firmes.
A recepcionista nem ousou detê-la.
Os agentes da Interpol no hall apenas assentiram, como quem reconhece a mulher que enfrentou o inferno e voltou.
O quarto 312 esperava.
Lá dentro, Pedro dormia.
O soro pingava em ritmo compassado; o monitor marcava a vida em sons suaves.
Ao lado dele, Antônio