O hospital já não cheirava a medo.
Agora o ar tinha aroma de café morno, flores no corredor e aquele perfume leve de esperança que chega devagar, sem pedir licença.
Pedro estava de pé.
Trêmulo, apoiado nas muletas, mas de pé.
O fisioterapeuta contava o ritmo e o som do metal batendo no chão se misturava ao da respiração dele — firme, teimosa, viva.
Rose observava da porta, braços cruzados, o coração dividido entre orgulho e apreensão.
— Devagar, Pedro — pediu, sem conseguir esconder o sorriso.