A casa tinha o mesmo endereço, mas já não era a mesma.
As paredes haviam trocado o branco pelo tom quente da vida, e os jardins, antes cuidadosos demais, agora eram selvas pequenas — cheias de risadas, vozes e lembranças.
Era o fim de tarde de um sábado dourado, e a mansão Nascer respirava festa.
Luzes penduradas entre as árvores piscavam preguiçosas, o vento carregava o cheiro de bolo e música, e o portão se abria e fechava sem parar.
Quinze anos tinham se passado desde o dia em que dois coraç