A madrugada se arrastava pesada sobre o asfalto molhado.
O comboio da Interpol cortava a estrada entre Lyon e Marselha como uma linha de aço — faróis baixos, motores em ronco constante, e o vento frio trazendo cheiro de tempestade.
Dentro da viatura central, Sophia estava algemada, os pulsos marcados de metal.
O vestido vermelho havia sido trocado por um casaco escuro, mas o olhar continuava o mesmo: altivo, quase sereno.
Ela observava o reflexo das luzes azuis dançando no vidro, um meio sorris