O tempo parecia andar de mãos dadas com a barriga de Rose: quanto mais ela crescia, mais o mundo desacelerava.
A casa estava em ritmo de espera — cada móvel tinha sido empurrado, cada almofada trocada de lugar, e cada ruído era analisado por Pedro como se fosse um alerta de segurança.
Naquele fim de tarde, o sol dourava o jardim, e a mansão cheirava a bolo de fubá e expectativa.
Rose estava no sofá, pés apoiados numa almofada e um livro aberto no colo, fingindo ler.
Na verdade, ela observava Pe