O portão da Academia Kano rangeu quando Paulo o empurrou, revelando o salão amplo e cheio de ecos.
O chão de tatame gasto, as paredes cobertas por faixas antigas e o som ritmado de socos nos sacos de areia criavam uma sinfonia que Rose não sabia se conhecia… ou sonhava.
O ar ali tinha um cheiro próprio: suor, madeira e lembranças.
Ela parou no meio do corredor, sentindo algo apertar o peito.
— Eu… já estive aqui? — perguntou, a voz baixa, quase temendo a resposta.
Paulo sorriu com ternura.
— To